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"A polícia foi fascista pra caralho", diz punk detido

Comandante do 25º BPM diz que ações foram dentro da normalidade

02 agosto 2016 - 19h17
"A polícia foi fascista pra caralho", diz punk detido

Os sete manifestantes detidos durante o revezamento da tocha olímpica, na noite de segunda (1º), na Praça Porto Rocha, foram liberados após prestarem depoimento na madrugada de terça (2). O delegado da 126ª DP (Cabo Frio), Carlos Abreu, informou que seis foram presos por resistência e perturbação da ordem e um adolescente foi apreendido por ato análogo à tentativa de lesão corporal. Eles serão processados e precisarão comparecer ao tribunal.

Mesmo que o caso pareça já estar encerrado, ficaram rusgas da noite de segunda. Um dos manifestantes, que se identificou apenas pelo apelido de ‘Chaves Punk’ estava revoltado com ações que ele considerou exagerada da Polícia Militar.

– A polícia foi fascista pra caralho. A gente já tinha se rendido e meteram a porrada em nós. Bateram tanto em nós que está doendo até agora. A gente já estava caído no chão, já tinha botado a mão na cabeça. O cara veio, começou a me bater, chutar minha cabeça, pisar nas minhas costas. Deram uma madeirada nas minhas costas com aquele cassetete gigante. Somos crianças ainda, eles são homens. Pra que tanta violência? Os caras na delegacia falaram que a gente não ia sair, que a gente era um bando de crianças que não sabiam o que estavam fazendo. Falamos que a gente não é criança, que a gente luta pelo nosso movimento, o movimento anarcopunk.

O comandante do 25º BPM (Cabo Frio), André Henrique Oliveira, não viu excessos no confronto com a tropa.

– Houve uso de armamento não letal, como determina a boa técnica. A ação dos manifestantes gerou a necessidade do uso de gás de pimenta, um armamento específico para ser empregado nesses casos de manifestações que fogem à normalidade. Para os baderneiros, os rigores da lei.