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SÃO JOSÉ OPERÁRIO

Mulher acusa hospital por morte e roubo de celular do marido

Caso foi registrado na Polícia Civil; prefeitura afirma que abriu sindicância para apurar

04 novembro 2019 - 20h32Por Rodrigo Branco
Mulher acusa hospital por morte e roubo de celular do marido

Está nas mãos da Polícia Civil a investigação da morte de João Soares da Silva, no Hospital São José Operário, em Cabo Frio, na madrugada do último dia 29 de setembro. O caso ganha ares de mistério, pois o telefone celular do mecânico de 43 anos, que estava internado há dez dias na unidade, desapareceu. Depois de todo um longo período de sofrimento, que começou em março e teve final infeliz, a viúva de João, Andreia de Oliveira Pires, acusa o hospital pela morte do marido e pelo roubo do aparelho.

De acordo com Andreia, o marido vinha se recuperando de um quadro agudo de dor abdominal, proveniente de uma inflamação na vesícula, tardiamente diagnosticada, e comunicava-se com a esposa diariamente pelo celular. Uma intervenção chamada colangioressonância estava marcada para o dia 30 de setembro. Não deu tempo. A viúva disse que, na madrugada em que o marido morreu, recebeu uma mensagem suspeita pelo WhatsApp dele. Em longa mensagem de texto, o marido teria dito que vendeu o aparelho por R$ 700, que o dinheiro estava depositado na conta do casal e que não se sentia bem. Como o marido sempre se comunicava por mensagens de áudio e fotos, Andreia desconfiou. O desassossego se tornou pânico depois que ela ligou para um senhor que estava internado na enfermaria com João. 

O homem pediu que ela fosse com urgência ao hospital. O leito onde estava João já havia sido retirado do local. A notícia, a pior possível, foi a de que João não havia resistido a uma pancreatite, causa apontada no atestado de óbito, mas que Andreia contesta, por jamais ter havido um diagnóstico fechado durante os cinco meses que o marido sofreu com as fortes dores no abdome. O pior veio depois: o companheiro de enfermaria do mecânico disse que, no escuro da noite, teria visto uma mulher de calça branco e casaco mexer no soro de João e colocado seu celular no bolso. 

Uma semana depois da morte de João, de acordo com Andreia, uma funcionária do hospital confirmou a versão e disse que alguém da equipe teria colocado uma substância no soro dele, que não resistiu. A morte e o sumiço do celular foram o desfecho de uma via-crúcis, com inúmeras idas à UPA, dores intermináveis, uma operação malsucedida no intestino e acusações de maus tratos de médicos e negligência. Após a sucessão de acontecimentos, a viúva diz não ter dúvidas de que o marido foi vítima de um latrocínio (roubo seguido de morte). O caso foi registrado apenas na semana passada, depois de duas tentativas frustradas de oficializá-lo.  

Enquanto não surgem as explicações, ficam apenas a dor e a saudade de Andreia e da família. Ela afirma que tem dificuldades para dormir, assim como os filhos. O sono, quando vem, é a base de remédios. 

– Mataram e roubaram meu marido. Tanto que eu implorei (por atendimento adequado), mas um erro médico chegou a um latrocínio, porque isso foi um roubo – desabafou Andreia. 

Em nota, a Prefeitura de Cabo Frio disse que abriu um processo interno de sindicância a fim de que todos os fatos sejam apurados e devidamente esclarecidos, e que está à disposição das autoridades e acompanha as investigações.

A viúva reclama que não teve a assistência adequada e afirma que a sindicância foi feita sem ouvi-la. 

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