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Dog Rock enche de som o Centro de Cabo Frio neste sábado

Latidos e riffs de guitarra dão o tom da programação do evento

20 julho 2014 - 14h14Por RODRIGO BRANCO
Dog Rock enche de som o Centro de Cabo Frio neste sábado

Os desavisados certamente acharam a cena inusitada. De um lado, uma raivosa "tribo" com dezenas de cabeludos vestidos de preto "batendo cabeça"; do outro, um grupo não menos numeroso, cujos membros disputavam espaço e a atenção de adoráveis criaturas peludas de focinho e quatro patas, todas à espera de um novo dono na tenda do Canil de Campos Novos, da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento. Estava armado o insólito cenário da primeira edição do Dog Rock, evento realizado no sábado (19) no Corredor Cultural do Charitas, no centro de Cabo Frio, com a finalidade de chamar a atenção para  a causa dos animais domésticos abandonados nas ruas de cidade, problema que tem se agravado, conforme as próprias autoridades admitem.

Entre cumprimentos de roqueiros e músicos, o idealizador do festival, o professor José Francisco de Moura, o Chicão, não escondia a satisfação com o resultado. Ele esperava o pico do público para o final da tarde, o que de fato ocorreu.

- Tá maravilhoso, som da melhor qualidade. Tivemos mais de 50 animais adotados até agora e recebemos quase uma tonelada de ração. Tomara que esse seja o primeiro de muitos eventos - disse Chicão.

O público delirava com o som e a fúria das cabofrienses Cristiano Guerra Band, que abriu a tarde, e da banda de deathcore Fallen Sorrow, que abusou das distorções na guitarra e da voz gutural do vocalista Daniel. Um dos mais animados, apesar de comportado em um canto, o radialista e comunicador da Rádio Ondas FM, Leandro França, um antigo entusiasta do gênero, louvava a iniciativa do professor Chicão.

- Estou achando fantástico. O público do rock é muito próximo. Aliás, a causa do rock une as pessoas. E deste vez, unido por essa "causa animal" é fabuloso. Além disso, esse evento é muito importante para abrir espaço para as bandas da região tocarem. Assim, além de trazer as pesoaos que gostam de rock, também trazem os que gostam de animais. A corrente aumenta e a gente só tem a ganhar com isso - acredita Leandro França.

A expectativa, segundo a página do evento do Facebook, é que em torno de 600 pessoas circulem nas proximidades do Charitas até as 22h, previsão de encerramento dos shows com a banda paulistana Lobotomia. Por fim, até onde pôde apurar a reportagem, a cadelinha "Lola", assim batizada na edição impressa da Folha dos Lagos deste final de semana, parece enfim ter encontrado um novo lar.