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EDUCAÇÃO EM CABO FRIO

Em Cabo Frio, escolas particulares pressionam por volta às aulas; sindicatos criticam

Pedido de escolas particulares chega à Câmara de Cabo Frio; Sindicato dos Professores classifica tratativas como 'desatino'

25 janeiro 2021 - 09h15Por Julian Viana
Em Cabo Frio, escolas particulares pressionam por volta às aulas; sindicatos criticam

Após dez meses de pandemia coronavírus, representantes de escolas particulares de Cabo Frio resolveram engrossar o movimento pelo retorno às aulas presenciais. Após ser procurado pelo grupo, o vereador Léo Mendes (DC) levou o a assunto à Câmara. Se tem pressão de um lado, há discordância de outro. “Desatino” e “absurdo” são as palavras escolhidas pelo Sindicato dos Professores da Região dos Lagos (Sinpro Lagos) e Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, Núcleo Lagos (Sepe Lagos) para criticar uma possível reabertura das escolas antes de da vacinação em massa.

Uma reunião na Câmara com diretores de escolas particulares foi realizada no dia 15 de janeiro. 

– Recebi um e-mail dos representantes das escolas particulares do município solicitando um posicionamento da Prefeitura sobre o retorno das aulas. Depois desse e-mail, marquei na Câmara dos Vereadores uma reunião com esses representantes. Na reunião, ouvi os diretores, dialogamos e conversamos – afirmou o vereador Léo Mendes.

 – O principal assunto abordado durante a reunião foi sobre a falta de um planejamento, de um diálogo. Foram feitas perguntas do tipo: “o que o prefeito e o secretário de educação pretendem fazer neste momento?” e “o que está sendo feito para que a situação das aulas remotas sejam resolvidas?” foram levantadas durante a reunião – disse Léo Mendes, informando que novo debate será feito nos próximos dias na Câmara.

 O Sinpro Lagos reivindica que a Prefeitura trace as adaptações necessárias das unidades das redes pública e particular para uma adaptação à realidade da pandemia, em diálogo com profissionais da Saúde. Para o sindicato, esse estudo deve levar em conta as especificidades de cada escola, e as ações devem ir além do simples oferecimento de álcool em gel e sabão. Enquanto isso, os diretores das escolas particulares afirmam que já têm tudo pronto para receber os alunos.

 – Na entrada da escola, teremos os tapetes sanitizantes, um termômetro infravermelho para controle das temperaturas e cumpriremos o distanciamento dentro das salas. Um sistema de revezamento entre os alunos também será realizado, além da obrigatoriedade do uso de máscaras para crianças acima dos 3 anos de idade. Os professores também precisarão usar máscaras e óculos de proteção para que os aerossóis sejam evitados. Para ao lanche, pensamos na utilização de materiais descartáveis. Dispensers com álcool 70% também estarão espalhados por toda a unidade – afirma uma das representantes das escolas privadas. 

O vereador salientou que a “liberdade de escolha” foi bastante frisada na reunião. 

– Os pais que não quiserem mandar os seus filhos para a escola, por exemplo, não farão com que eles sejam prejudicados. Eles continuarão com as aulas online e não irão perder o ano por conta disso. 

O coordenador do Sepe Lagos, Augusto Rosa, não concorda com a reabertura das unidades e afirma que é um verdadeiro equívoco.

– É um absurdo completo um pedido de retorno às aulas presenciais em um país como o Brasil, onde a infraestrutura das escolas é muito ruim. Até mesmo nos países que possuem um desenvolvimento maior, as escolas se tornaram vetores de transmissão.

Vendo isso, não existe a menor condição de considerar um pedido como esse de forma séria e responsável – afirma o coordenador. 

Escolas municipais

Na rede municipal, o plano de retorno às aulas vem sendo revistado e reformulado, afirmou a Prefeitura à Folha. A Secretaria de Educação está planejando as orientações administrativas e pedagógicas, além da contratação de pessoal e da preparação da estrutura das escolas para que quando houver a liberação das autoridades sanitárias. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, o programado, por enquanto, é a retomada das aulas online, no dia 2 de fevereiro, para que seja cumprido até 30 de abril o calendário escolar de 2020.
 

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