Assine Já
sábado, 11 de julho de 2020
Região dos Lagos
25ºmax
16ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Suspeitos: 344 Confirmados: 3380 Óbitos: 195
Suspeitos: 344 Confirmados: 3380 Óbitos: 195
Suspeitos:
Confirmados:
Óbitos:
Suspeitos Confirmados Óbitos
Araruama 274 658 42
Armação dos Búzios X 266 7
Arraial do Cabo 16 84 11
Cabo Frio X 1035 63
Iguaba Grande 12 241 20
São Pedro da Aldeia 10 530 19
Saquarema 32 566 33
Últimas notícias sobre a COVID-19
Entrevista

Vinícius Corrêa: ‘Era Alair não acabou’

Reeleito, vereador diz que não fará ‘oposição cega’ na Câmara

26 outubro 2016 - 19h55
Vinícius Corrêa: ‘Era Alair não acabou’

Na contramão dos candidatos do governo, que na eleição sofreram com o  desgaste da atual gestão municipal, o vereador Vinícius Corrêa (PP) conseguiu se reeleger com 2.182, desempenho superior ao que obteve em 2012. Os primos Marcello e Paulo Henrique Corrêa e outros nomes ligados ao prefeito Alair Corrêa (PP) não conseguiram uma cadeira, mas ele prefere não assumir o protagonismo político na família.

– Vamos aguardar os próximos passos para decidir se tentaremos uma vaga de deputado ou até uma candidatura a prefeito (em 2020).

Folha dos Lagos – Por conta do desgaste da imagem do governo, a campanha foi mais difícil este ano?

Vinícius Corrêa – A gente sentiu que nessa eleição a população estava com espírito de renovação. Não só em Cabo Frio como no Brasil inteiro, haja vista o resultado nos municípios país afora. E dentro desse cenário de crise municipal, conseguimos construir uma eleição que foi difícil até pela ligação que eu tenho com o governo, mas tivemos êxito e conseguimos aumentar a votação. Por isso, saí satisfeito com o resultado.

Folha – Sua votação aumentou e você conseguiu se reeleger, mas o Marcello e o Paulo Henrique não. Muitos dizem que é o fim da ‘era Alair Corrêa’. O que acha disso?

Vinícius – Não dá para dizer isso, porque senão eu diria também que é o fim da ‘era Janio Mendes’, que tinha a expectativa de ter uma votação surpreendente, o que eu nunca acreditei, mas não aconteceu. Não acho que é o fim da era de nenhum desses nomes. Todos eles ainda fazem parte do cenário político. Tudo vai depender do próximo governo, de como ele e a Câmara vão se portar. Nós já vimos histórias e mais histórias daquilo que se dizia que era o fim de uma era e nada disso aconteceu. Existe a renovação, que é natural na política também. Então vamos esperar mais um tempinho para poder analisar o resultado e os próximos passos da política municipal porque já vimos prefeitos que saíram com índices baixíssimos de aceitação popular e depois vieram a ser prefeito várias vezes.

Folha – Você já se enxerga como líder da oposição na Câmara a partir do ano que vem?

Vinícius – Primeiro, temos que ver quem vai ser o chefe do Executivo. Temos que analisar com muita tranquilidade isso aí. A gente ainda não sabe, essa é a realidade. Estamos aguardando o julgamento até o TSE para a gente tomar uma posição. Eu posso até ser oposição ao governo, mas não vou ser oposição a Cabo Frio de forma nenhuma. Isso seja quem for o prefeito. Até porque na hipótese dos votos não serem validados, é uma nova eleição. Existem as composições que são naturais, mas prefiro aguardar mais um pouquinho.

Folha – Então a vitória de Marquinho nas urnas foi ilegítima, na sua opinião?

Vinícius – Não sou eu quem tem que dizer, é a Justiça. Existem as leis para serem seguidas. Tem as regras eleitorais e vamos aguardar o julgamento. A gente espera que seja o melhor para cidade. Mas como existe a Lei da Ficha Limpa, que foi um clamor nacional, tem que ser respeitada. Vamos esperar o julgamento no TSE.

Folha – Existe clima para uma transição tranquila?

Vinícius – Acho que existe clima sim. Sinceramente, não vejo problema nenhum. Acho que vai chegar o momento em que vai ter que se pensar na cidade. Passado o momento eleitoral, os ânimos começam a se acalmar. O problema é quando o TSE vai dar essa resposta de quem é o prefeito da cidade. Talvez isso atrapalhe mais a transição do que propriamente ser o Marquinho (o prefeito).

Folha – A judicialização do processo eleitoral traz um clima de instabilidade para a cidade?

Vinícius – Sim. É um clima de instabilidade inevitável. A cidade não precisava disso nesse momento de crise tão profunda. Todo mundo tem o direito de defesa, mas se fosse para um concurso público, Marquinho não poderia concorrer, pois não estaria apto para governar. Mas o povo escolheu e isso deve ser levado em conta. Mas vamos aguardar a Justiça para responder.

Folha – O que pretende fazer no seu próximo mandato?

Vinícius – Vamos nos aprofundar ainda mais nas questões ligadas aos problemas da cidade, fazer apontamentos e  melhorar ainda mais a nossa parte técnica, que já é muito boa aqui na Câmara. Eu já participo de várias comissões e acho que já adquiri uma experiência que posso contribuir, independente de quem vai ser o governo, para a cidade de Cabo Frio. Se eu for oposição, não vou fazer uma oposição cega. Muito pelo contrário, vou fazer com que o governo ande bem, porque é do meu interesse. Agora, política é espaço, eu vou ocupar um espaço que certamente vai estar aberto na Câmara e eu não abro mão de ocupar esse espaço seja quem for o prefeito. Eu sei o espaço que cabe a gente nesse momento. Meu grupo já está ciente disso até porque não existe mais reeleição e, com isso, já começamos a projetar os próximos passos de um grupo que demonstrou força nas urnas. Tivemos 2.182 votos. Não é pouca coisa.