Assine Já
sábado, 26 de setembro de 2020
Região dos Lagos
29ºmax
19ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 8076 Óbitos: 418
Confirmados Óbitos
Araruama 1625 102
Armação dos Búzios 483 10
Arraial do Cabo 242 15
Cabo Frio 2555 140
Iguaba Grande 671 36
São Pedro da Aldeia 1323 51
Saquarema 1177 64
Últimas notícias sobre a COVID-19
Entrevista

Vinícius Corrêa: ‘Era Alair não acabou’

Reeleito, vereador diz que não fará ‘oposição cega’ na Câmara

26 outubro 2016 - 19h55
Vinícius Corrêa: ‘Era Alair não acabou’

Na contramão dos candidatos do governo, que na eleição sofreram com o  desgaste da atual gestão municipal, o vereador Vinícius Corrêa (PP) conseguiu se reeleger com 2.182, desempenho superior ao que obteve em 2012. Os primos Marcello e Paulo Henrique Corrêa e outros nomes ligados ao prefeito Alair Corrêa (PP) não conseguiram uma cadeira, mas ele prefere não assumir o protagonismo político na família.

– Vamos aguardar os próximos passos para decidir se tentaremos uma vaga de deputado ou até uma candidatura a prefeito (em 2020).

Folha dos Lagos – Por conta do desgaste da imagem do governo, a campanha foi mais difícil este ano?

Vinícius Corrêa – A gente sentiu que nessa eleição a população estava com espírito de renovação. Não só em Cabo Frio como no Brasil inteiro, haja vista o resultado nos municípios país afora. E dentro desse cenário de crise municipal, conseguimos construir uma eleição que foi difícil até pela ligação que eu tenho com o governo, mas tivemos êxito e conseguimos aumentar a votação. Por isso, saí satisfeito com o resultado.

Folha – Sua votação aumentou e você conseguiu se reeleger, mas o Marcello e o Paulo Henrique não. Muitos dizem que é o fim da ‘era Alair Corrêa’. O que acha disso?

Vinícius – Não dá para dizer isso, porque senão eu diria também que é o fim da ‘era Janio Mendes’, que tinha a expectativa de ter uma votação surpreendente, o que eu nunca acreditei, mas não aconteceu. Não acho que é o fim da era de nenhum desses nomes. Todos eles ainda fazem parte do cenário político. Tudo vai depender do próximo governo, de como ele e a Câmara vão se portar. Nós já vimos histórias e mais histórias daquilo que se dizia que era o fim de uma era e nada disso aconteceu. Existe a renovação, que é natural na política também. Então vamos esperar mais um tempinho para poder analisar o resultado e os próximos passos da política municipal porque já vimos prefeitos que saíram com índices baixíssimos de aceitação popular e depois vieram a ser prefeito várias vezes.

Folha – Você já se enxerga como líder da oposição na Câmara a partir do ano que vem?

Vinícius – Primeiro, temos que ver quem vai ser o chefe do Executivo. Temos que analisar com muita tranquilidade isso aí. A gente ainda não sabe, essa é a realidade. Estamos aguardando o julgamento até o TSE para a gente tomar uma posição. Eu posso até ser oposição ao governo, mas não vou ser oposição a Cabo Frio de forma nenhuma. Isso seja quem for o prefeito. Até porque na hipótese dos votos não serem validados, é uma nova eleição. Existem as composições que são naturais, mas prefiro aguardar mais um pouquinho.

Folha – Então a vitória de Marquinho nas urnas foi ilegítima, na sua opinião?

Vinícius – Não sou eu quem tem que dizer, é a Justiça. Existem as leis para serem seguidas. Tem as regras eleitorais e vamos aguardar o julgamento. A gente espera que seja o melhor para cidade. Mas como existe a Lei da Ficha Limpa, que foi um clamor nacional, tem que ser respeitada. Vamos esperar o julgamento no TSE.

Folha – Existe clima para uma transição tranquila?

Vinícius – Acho que existe clima sim. Sinceramente, não vejo problema nenhum. Acho que vai chegar o momento em que vai ter que se pensar na cidade. Passado o momento eleitoral, os ânimos começam a se acalmar. O problema é quando o TSE vai dar essa resposta de quem é o prefeito da cidade. Talvez isso atrapalhe mais a transição do que propriamente ser o Marquinho (o prefeito).

Folha – A judicialização do processo eleitoral traz um clima de instabilidade para a cidade?

Vinícius – Sim. É um clima de instabilidade inevitável. A cidade não precisava disso nesse momento de crise tão profunda. Todo mundo tem o direito de defesa, mas se fosse para um concurso público, Marquinho não poderia concorrer, pois não estaria apto para governar. Mas o povo escolheu e isso deve ser levado em conta. Mas vamos aguardar a Justiça para responder.

Folha – O que pretende fazer no seu próximo mandato?

Vinícius – Vamos nos aprofundar ainda mais nas questões ligadas aos problemas da cidade, fazer apontamentos e  melhorar ainda mais a nossa parte técnica, que já é muito boa aqui na Câmara. Eu já participo de várias comissões e acho que já adquiri uma experiência que posso contribuir, independente de quem vai ser o governo, para a cidade de Cabo Frio. Se eu for oposição, não vou fazer uma oposição cega. Muito pelo contrário, vou fazer com que o governo ande bem, porque é do meu interesse. Agora, política é espaço, eu vou ocupar um espaço que certamente vai estar aberto na Câmara e eu não abro mão de ocupar esse espaço seja quem for o prefeito. Eu sei o espaço que cabe a gente nesse momento. Meu grupo já está ciente disso até porque não existe mais reeleição e, com isso, já começamos a projetar os próximos passos de um grupo que demonstrou força nas urnas. Tivemos 2.182 votos. Não é pouca coisa.