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Vices juram lealdade, mas prometem voz ativa em Cabo Frio

Descartando rótulo de decoração, políticos querem ajudar a comunidade

09 setembro 2016 - 19h43
Vices juram lealdade, mas prometem voz ativa em Cabo Frio

Normalmente pautado pela discrição, o cargo de vice possivelmente jamais esteve tanto em evidência no Brasil como agora. Tanto o país como o Estado do Rio são comandados neste momento por políticos que originalmente não encabeçavam suas respectivas chapas, mas foram alçados ao posto de chefe do Executivo por diferentes razões.


Longe de se considerarem meramente ‘decorativos’ – termo usado pelo então vice Michel Temer em carta endereçada a Dilma Rousseff para reclamar da falta de função no governo federal – os candidatos a vice-prefeito de Cabo Frio reafirmam fidelidade aos ‘chefes’, mas deixam claro que descartam o papel de coadjuvantes na gestão municipal.

– Quando aceitei o convite não foi para ser apenas no papel, mas sim para ser atuante e que possa ajudar a comunidade. Quero ser uma vice do povo. Se fosse só para constar, viria como vereadora como estava inicialmente planejado – afirma a professora Maria Lúcia de Almeida, a Lucinha, que compõe a chapa de Paulo César (PSDB).


Filiada ao PV, ela disse que pretende contribuir nas áreas de Saúde e Educação, por causa da experiência no magistério e comandando uma creche no Jacaré.


Outros que também levantam as bandeiras da lealdade e da experiência são Cristiane Fernandes (PRP) e Valdemir Mendes (PDT), vices de Adriano Moreno (Rede) e Janio (PDT), respectivamente. Ambos foram secretários na atual gestão, mas decidiram apostar em outros projetos políticos. Mas a ex-responsável pela pasta da Melhor Idade rechaça a palavra ‘acordo’.

– Nós não temos um acordo político e sim uma união que quer a mudança verdadeira da cidade. Não serei coadjuvante, estarei junto com ele com tudo estruturado para podermos arrumar a casa.

A cidade hoje não pode ser administrada por amigos, mas por técnicos e profissionais – afirma Cristiane, que é pedagoga e administradora.

O discurso de contribuição a um eventual governo é endossado pelo empresário e dirigente esportivo Valdemir.– Acho que não passa apenas pelo Valdemir, mas por todo o grupo. Mas é claro que a minha presença é importante pelo conhecimento e pelos conhecimentos – disse, referindo-se ao tempo passado na Comsercaf e na secretaria de Fazenda.


Rute Schuindt (PPS), candidata a vice de Marquinho Mendes (PMDB), é outra que diz não admitir ficar ‘de braços cruzados’. A empresária comentou que poderia assumir ‘várias secretarias’ e alfinetou a relação do prefeito Alair Corrêa e o vice Silas Bento.


– O último vice não teve liberdade. Não quero ficar escondida. Vices precisam se destacar – diz.


Sobre a relação de confiança ela prossegue.
– Tenho certeza que ele acredita na Rute, pois sabia quem estava convidando – disse, em terceira pessoa.


Já o advogado Jorge Richele, vice na chapa de Cláudio Leitão (PSOL), tem consciência do seu papel em um eventual governo socialista: representar o segundo distrito, como uma espécie de ‘prefeito’ de Tamoios. Sem esquecer das atribuições no restante da cidade.
– O PSOL é muito ideológico. Não há problema em contribuir – garante.


Com pouca estrutura, o PHS também aposta na união.
– Vamos falar a mesma língua para fazermos um bom trabalho – disse o comerciante Aldo Fernandes, o Aldo do Social,  candidato a vice na chapa do até então desconhecido Carlão.