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Geral

Vereador notifica MP e secretário para que servidores idosos da Saúde fiquem em casa

17 abril 2020 - 10h03Por Redação
Após criticar a falta de transparência da Secretaria Municipal de Saúde de Cabo Frio em relação ao aluguel da clínica Unilagos e ao almoxarifado do setor, o vereador Rafael Peçanha afirmou nesta sexta-feira (17) que notificou o Ministério Público e o secretário de Saúde sobre a convocação de servidores que são idosos e fazem parte do grupo de risco para trabalho presencial.
 
- A Câmara aprovou na terça uma Indicação Legislativa para impedir isso. Ontem, notifiquei formalmente o secretário de saúde e o Ministério Público para que tomem providências. São idosos, em grupo de risco, que não podem atuar num setor que se encontra ainda sem estrutura e EPI's - defendeu Rafael. 
 
Reportagem da Folha dos Lagos mostrou que, por determinação do secretário Iranildo Campos, todos os funcionários da pasta precisam se submeter à avaliação de uma junta médica para conseguir o afastamento, mesmo aqueles que têm mais de 60 anos e, também, os portadores de doenças crônicas e autoimunes.
 
O principal temor dos trabalhadores que conversaram com a reportagem, sob condição de anonimato, é o de ficar mais expostos à doença, num momento em que a epidemia começa a se agravar. Portadora de uma doença autoimune, uma funcionária relatou que a passou uma noite em claro por conta do medo de exposição. O caso dela será avaliado pela junta médica.
 
– Não dormi à noite pensando em como vou ficar se eu não passar nessa perícia e ter que ir trabalhar.
 
Outra servidora também contou que a sensação de temor se espalha entre a equipe.
 
– Doenças crônicas estão ativas durante a vida do paciente portador da mesma, apresentando ou não sintomas e sinais, podendo se tornar aguda a qualquer momento. Talvez o secretário da pasta, por não ser médico, não saiba disto. Se nenhuma medida for tomada, os funcionários da saúde serão os mais afetados pela virose, o que já acontece em todos os países, mesmo não sendo doentes crônicos.
 
A filha de uma servidora, que é idosa e tem hipertensão, disse que a mãe está em "pânico".
 
– Ela está desesperada e morrendo de medo de contrair o covid-19.
 
Questionado sobre o assunto, o secretário Iranildo Campos confirmou que a decisão partiu dele, mas negou que haja ‘rigor’ na medida. Segundo ele, a determinação foi dada porque funcionários ‘se aproveitam da situação’ para pedir dispensa.
 
– O que fizemos, e é legal, é que acima de cinco dias de atestado, e isso foi decisão minha, que o funcionário apresente o boletim de atendimento. Porque tem uns que apanham atestado. Pede dispensa de dez dias para o médico, que às vezes é amigo. Diz que está com uma dor no ombro. Na junta médica, tem um que é especialista. Aí ele pergunta se está com dor, e a pessoa responde que está com uma ‘dorzinha’. Se ficar constatada alguma coisa, ele vai ser afastado; se estiver apto, vai ter que trabalhar. Isso é apertar um pouquinho, não é ser rígido como denunciaram. Se a gente começa a aceitar todo mundo, a gente vai ficar sem médico, enfermeiro e auxiliar de enfermagem para trabalhar – argumenta.
 
Foram designados para a junta médica os seguintes profissionais: Roberto Pillar, que é ex-secretário de Saúde, Tatiana Vieira e Eliane Donner Drummond.
 
 

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