Assine Já
sexta, 18 de setembro de 2020
Região dos Lagos
30ºmax
18ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 7483 Óbitos: 397
Confirmados Óbitos
Araruama 1452 99
Armação dos Búzios 466 10
Arraial do Cabo 201 13
Cabo Frio 2467 130
Iguaba Grande 622 34
São Pedro da Aldeia 1153 50
Saquarema 1122 61
Últimas notícias sobre a COVID-19
Cabo Frio

Vendedor de móveis usados, Joaquim da Silva devolve envelope com R$ 2.500

Dinheiro foi achado no centro de Arraial do Cabo

11 setembro 2015 - 09h22

GABRIEL TINOCO

 

“Andando pela cidade, encon­trei um enroladinho de papel, bem arrumadinho, sabe? Achei lá em frente à barbearia de Totô, no Centro de Arraial do Cabo, perto do Açougue do Chiquinho, ali no centro mesmo, numa rua­zinha que desce. Levei o papel para casa, abri e vi que havia 2500 reais”. Seria só uma grata surpresa, não fosse a escolha de Joaquim da Silva, 78, conhecido como Quebra Galho, devolver o envelope que continha mil reais a mais do que a sua renda men­sal – muito para um vendedor de móveis usados, pouco para seu Joaquim. Ele anunciou o acha­do, que não foi roubado, na Rá­dio Ondas. Na manhã desta quinta-feira (10), Adriano da Silva, dono de uma padaria, recebeu o dinheiro que havia perdido em mãos no Pro­grama do Amaury Valério.

– Deixei o telefone lá no Amaury. Uma pessoa que ou­viu, ligou para lá dizendo que era o dono do dinheiro achado pelo Quebra Galho. Confir­mei o nome através do boleto e pude entregar o valor direi­tinho. Estou muito feliz. Já fiz outras devoluções e essa nem deve ser a última – comentou, radiante de alegria.

A nobreza do gesto é expressa no modo simples de falar, com um ensinamento herdado na in­fância, repassado de pai para filho através da melhor maneira possível: o bom exemplo.

– Meu pai sempre me ensi­nou a ser honesto. Veja como é: aquilo que não é da gente, a gen­te procura devolver. Tenho dez filhos e passo para eles de uma vez só, com o exemplo. Graças a Deus todos são trabalhadores e nunca precisaram de nada que não é deles.

Não é a primeira vez que o cabista prova a sua honestidade. Joaquim lamenta que nem todos os brasileiros sigam o ensina­mento do seu pai.

– O Brasil precisa de gente honesta. Infelizmente, a gente elege uma cambada para nos en­vergonhar – comenta.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa do jornal desta sexta-feira (11)