Assine Já
segunda, 19 de outubro de 2020
Região dos Lagos
27ºmax
17ºmin
Mercado Tropical
Mercado Tropical Mobile
TEMPO REAL Confirmados: 9111 Óbitos: 463
Confirmados Óbitos
Araruama 1843 108
Armação dos Búzios 570 10
Arraial do Cabo 273 15
Cabo Frio 2965 162
Iguaba Grande 802 38
São Pedro da Aldeia 1420 60
Saquarema 1238 70
Últimas notícias sobre a COVID-19
Dívida ativa

Venda da Dívida Ativa pode dar fôlego aos cofres municipais

Operação deve render R$ 270 mi ao município nos próximos meses

07 julho 2015 - 09h48
Venda da Dívida Ativa pode dar fôlego aos cofres municipais

RODRIGO BRANCO

Como já foi dito pelo prefeito Alair Corrêa (PP) em outras ocasiões, a solução, ou parte dela, para oxigenar os combalidos cofres da Prefeitura pode estar dentro de ‘casa’, ou melhor dentro do próprio município, graças a uma ponte pelo mercado financeiro.
Isso porque, segundo noticiado em primeira mão pelo Blog do Cabral e, até onde foi apurado pela Folha, estaria em avançado de negociação a venda da Dívida Ativa do Município, ou seja, o débito total dos contribuintes relativos aos impostos, taxas e multas. No caso de Cabo Frio, o valor exato é desconhecido, mas de acordo com o próprio prefeito, ele está em torno de R$ 500 milhões.

A possibilidade já tinha sido ventilada por Alair durante entrevista ao jornal no último mês de abril, quando falou também da necessidade de aperto na cobrança de impostos atrasados e alternativas ao modelo de desenvolvimento excessivamente amparado na exploração do petróleo e gás.
As particularidades da negociação com a Prefeitura de Cabo Frio são desconhecidas até o momento, pois toda a operação está sendo conduzida em sigilo, mas em outras cidades onde ela foi feita, o modelo é basicamente o mesmo e consiste na venda de títulos da dívida a bancos ou grupos financeiros, que passam a ser os novos credores. Uma vez concretizada, a negociação renderia já no próximo dia 18, R$ 30 milhões.

A partir de agosto, a cada dia 15, o município receberia cotas do mesmo valor, até março de 2016, totalizando R$ 270 milhões, que corresponde a cerca de 54% do total, valor suficiente para dar fôlego às finanças municipais, que especialmente após a violenta queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional, amarga uma perda de receita com os royalties da ordem de mais de 80%.

O ‘plano B’ – Enquanto a tão sonhada injeção de recursos não chega aos cofres cabofrienses, alternativas estão sendo vislumbradas para debelar a crise que assola a economia da cidade.
A mais palpável seria a obtenção de verba junto ao mercado financeiro, usando como garantia, futuros repasses dos royalties. O valor, a ser calculado pela ANP, levaria em conta as cotas pagas nos últimos dois anos e a projeção de 2015 e 2016, totalizando um valor entre R$150 milhões e R$200 milhões.