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Vaarwel: Holandesas dão adeus a Cabo Frio

Jogadoras de handebol vão ao Rio em busca do ouro olímpico

02 agosto 2016 - 19h34
Vaarwel: Holandesas dão adeus a Cabo Frio

Os tons de laranja que tomaram conta dos arredores da Praia do Forte nos últimos dias já não se fazem mais notar. A Seleção Holandesa de handebol feminino deixou a cidade, na manhã de terça (2), em busca do sonho do ouro olímpico, que, para elas, começa no sábado (6), contra a França, no Rio de Janeiro. Antes disso, a Folha conversou com a ala Ailly Luciano, que elogiou a cidade e se mostrou esperançosa com o pódio nos Jogos.

– Nós viemos para treinar bastante e deu pouco tempo de visitar os lugares a lazer, mas hoje [anteontem] tivemos o dia livre e fomos à Praia do Forte. É um lugar lindo e pudemos ver a estátua dourada do Leandro. Foi um dia legal – contou.

A jogadora surpreendeu-se com o clima da cidade.

– Esse é o inverno de vocês? – perguntou. – Porque essa temperatura nós não temos nem no verão, muitas vezes. Foi muito agradável estar aqui – ela riu.

As holandesas chegaram à cidade na sexta-feira e treinaram nas instalações do Ginásio Alfredo Barreto, no Portinho, onde também jogariam um amistoso contra a Seleção Brasileira, domingo. No entanto, por conta da chuva do fim de semana, o jogo foi transferido para o Rio, onde terminou empatado. 

– O Brasil tem um bom time. Forte e experiente – decretou.
Após a partida, as atletas voltaram para Cabo Frio e mantiveram o clima de descontração que foi a marca da estadia laranja. Minutos antes da entrevista, as meninas cantavam um sonoro “Lang zal ze leven” – o “parabéns pra você” em holandês. Já com as risadas contidas, Ailly falou sobre a chance de repetir a cantoria, mas dessa vez entoando grito de “é campeão!”:

– Nós somos o segundo melhor time do mundo, hoje, mas tem dias que vamos jogar como o melhor e tem dias que vamos jogar abaixo disso. O importante é que nos sentimos muito preparadas para enfrentar esse desafio e vamos dar o nosso melhor. Todos que entram na competição querem medalha, então nos cabe trabalhar para isso – ela disse.

* Matéria completa na edição desta quarta (3) da Folha