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Usuários fazem críticas à má qualidade dos serviços da empresa 1001

Preço da passagem para o Rio de Janeiro é o principal vilão

11 setembro 2014 - 12h26Por Gabriel Tinoco|Fotos: Johnny Costa
 Usuários fazem críticas à má qualidade dos serviços da empresa 1001

 Mais de mil e um problemas. A Auto Viação 1001 tem uma lista extensa de reclamações para resolver. Os passageiros estão insatisfeitos com a única empresa que faz a linha entre Cabo Frio e as regiões Metropolitana e Norte Fluminense. Eles fazem coro por um serviço de melhor qualidade. Os transtornos passam por viagens demoradas até o alto preço cobrado nas passagens. Motoristas que não param nos pontos também foram lembrados pelos clientes, que chegam a ficar esperando durante horas.

A reportagem tentou entrar em contato há dois dias para receber uma resposta da Auto Viação 1001. A empresa, no entanto, não deu nenhuma resposta até o horário de fechamento desta edição.  

– O ônibus é que nem cachorro com vontade de fazer xixi: para em tudo que é poste. É uma empresa que detém um monopólio e faz o que quer com os consumidores. As viagens são eternas e temos que morrer de calor dentro do ônibus que não tem ar condicionado. Não importa para a empresa se algum passageiro tem que resolver um compromisso importante. Eles nunca irão ligar. Os clientes têm que aceitar esse péssimo serviço – protesta o eletricista Henrique Batista, 40.  

A esteticista Fátima Pingo, 55, faz diariamente a linha entre Cabo Frio e Rio das Ostras. Segundo ela, os transtornos se multiplicam a cada dia que passa.

– Moro em Rio das Ostras e utilizo o serviço praticamente diariamente. O preço já é um absurdo. É muito caro pela demora em que somos obrigados a esperar. Eu, por exemplo, já fiquei uma hora esperando o ônibus passar. Também vi passageiro precisando viajar em pé. Há muitas vezes também uma situação complicada: chegar à rodoviária e não ter ônibus para o destino que desejava. Isso faz com que desanime cada vez mais de ser cliente da 1001 – desabafa.

Há também quem peça por mais fiscalização da própria empresa. É o caso do operador José Corrêa, 48, que está revoltado com motoristas que ‘fingem não ver’ os passageiros no ponto. 

– Os motoristas, primeiramente, deixam a desejar. Eles não têm responsabilidade com o consumidor. Não respeitam nunca o ponto em que eles deveriam parar. Nem olham para o passageiro que, às vezes, está esperando pelo ônibus há horas. Ontem, pela manhã, um amigo queria pegar um ônibus em Unamar, mas o motorista olhou para o outro lado propositalmente e passou direto. Isso é um absurdo. É necessário que a própria empresa comece a fiscalizar os funcionários para as pessoas não passarem por esse tipo de transtorno.   

Se a chegada do ônibus demora para acontecer, os clientes são obrigados a enfrentar outro problema na hora de viajar: assentos desconfortáveis. O assistente de logística Marlon Ferreira, 22, confessou ficar dolorido em diversas vezes.

– Não tenho muito do que reclamar. O que mais me incomoda durante as viagens são os bancos. São bastante duros e não inclinam tanto como deveriam. Habitualmente, fico dolorido quando preciso viajar. É a maior preocupação que a empresa tem que ter na prestação de serviços.

Nem todos os passageiros fazem questão de criticar. O militar Carlos André Jacinto, 20, por exemplo, tem todas as exigências atendidas.

– Está ótimo. Tem uma boa recepção e os horários sempre são respeitados. Não há o que reclamar das condições dos veículos, que são muito bem conservados. Não sou exigente e não vejo meus direitos de consumidor desrespeitados. Nunca tive uma situação constrangedora para estar com  tanta raiva da empresa. 

Já o aposentado Walter Lima, 71, também acha a revolta exagerada.

– Não vejo muitos problemas até porque não preciso fazer viagens muitas longas. Vou para Niterói ou Rio de Janeiro e nunca me senti desconfortável.