Assine Já
sexta, 17 de setembro de 2021
Região dos Lagos
22ºmax
19ºmin
TEMPO REAL Confirmados: 50688 Óbitos: 2057
Confirmados Óbitos
Araruama 12158 430
Armação dos Búzios 6182 64
Arraial do Cabo 1680 90
Cabo Frio 14015 822
Iguaba Grande 5355 134
São Pedro da Aldeia 6830 284
Saquarema 4468 233
Últimas notícias sobre a COVID-19
Arraial do Cabo

Uso da Reserva Estrativista Cabista é polêmica

Limitação de passageiros para passeios de barco é principal fator de divergência

10 setembro 2015 - 09h57

NICIA CARVALHO

 

Se depender dos operadores de passeios de barco em Arraial do Cabo, parece longe um en­tendimento que privilegie a pre­servação da Reserva Extrativista (Resex) do município, criada em 1997. Os principais motivos que vêm gerando polêmica são os valores cobrados pelas embarca­ções e a capacidade de carga de cada uma delas. A implantação de Bilheteria Única é apontada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela re­serva cabista, como uma possí­vel alternativa ao embate.

– É uma possibilidade o ICM­bio administrar a bilheteria até porque já gerimos a reserva. Mas, assim como a discussão sobre o Plano de Manejo, a im­plantação requer debate e deter­minação de que tipos de produ­tos turísticos fariam parte desse sistema. Minha atribuição é gerir o mar, não tenho autonomia para interferir nas vendas de passeios de bacos que acontecem na rua, por exemplo – explicou Viviane Pacheco Lasmar, chefe do ICM­Bio na Região dos Lagos.

Segundo ela, o objetivo é a preservação do meio ambiente e da pesca artesaal de Arraial.

                                      

Por outro lado, proprietários de barcos maiores que tem ca­pacidade de transportar até 160 passageiros, por exemplo, criti­cam proposta de limitar em até 60 pessoas por embarcação. É o caso de Eloy Arruda, presidente da Associação de Turismo Náu­tico de Arraial do Cabo (Atur­nac) e dono da agência Arraial­Tur que possui um barco para 118 passageiros e outro de 116, e de Roberto Júnior, proprietá­rio da agência Piratas do Caribe, com dois barcos, sendo um de 120 passageiros e outro de 119.

– Eles (donos de barcos me­nores) querem divisão de mer­cado. São informais que querem tirar de quem é formal, empre­ga, paga imposto. A causa deles não é motivada pela preservação da reserva ou do meio ambiente ou do mar. É apenas motivação política. Se fosse ambiental a mudança seria para todos e não apenas para os donos de barcos grandes – disparou Eloy.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa desta quinta-feira (10)