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lixo

Urubus, ratos e insetos se proliferam no "lixão" do Guarani

Despejo inadequado de resíduos e coleta deficiente irritam moradores 

09 junho 2016 - 11h02Por Rodrigo Branco
Urubus, ratos e insetos se proliferam no "lixão" do Guarani

O bairro Guarani, em Cabo Frio, tem registrado a presença de visitantes indesejados nos últimos tempos. O grande acúmulo de resíduos domésticos, entulho da construção civil e até carcaças de carros abandonados não apenas dá um aspecto de ‘lixão’ à área que fica às margens de uma salina desativada, como é um verdadeiro convite para a proliferação de ratos e urubus.

O problema se estende ao longo de pelo menos 500 metros na Avenida Adolfo Beranger, também conhecida como Estrada Velha de Arraial, trazendo preocupação para os moradores que, muitas vezes tem a casa invadida pelos animais, caso da professora Margarida Costa. Segundo ela, as aves têm o costume de pousar sobre o seu telhado.

– Moro aqui há seis anos e desde que essa água (da salina que funcionava em frente) dava cheiro, não tinha mais problema. Mas agora é essa sujeira aí. Os urubus levam o lixo para o meio da rua. Os ratos entram no meu quintal. Mosquitos nem se fala – denuncia.

Segundo os moradores, ultimamente a coleta de lixo, antes diária, passou a ter intervalos irregulares, normalmente de dois em dois dias. Apesar disso, a vizinhança não é eximida de responsabilidade.

– Acho que são as duas coisas (culpa da prefeitura e da população). Porque em vez de colocarem o lixo na hora que a prefeitura passa para recolher, jogam depois. A prefeitura também não recolhe o entulho e o povo não ajuda. Mas acho que se vissem o espaço limpinho, não jogariam lixo ali – pondera a dona de casa Riza Oliveira.

O diretor da Comsercaf, Alexandre Sant’Anna, reconhece o problema e diz que a prefeitura aguarda o conserto de uma pá mecânica para retirada não apenas do entulho como do cascalho deixado por moradores. Quanto à coleta, ele informou que o serviço está sendo feito diariamente, mas pela empresa que ganhou a concessão (Ecomix).

– Reconheço que a prefeitura deixa a desejar, principalmente na fiscalização, mas falta um pouco de ajuda do povo. Acaba tudo caindo na conta da Comsercaf. A coleta acaba de passar e jogam o lixo novamente. Agora, urubu tem em tudo que é lugar. Tem todo um contexto (a situação) – tenta justificar o diretor da companhia.

A grande incidência dos urubus, que costumam se alimentar de restos mortais de outros animais, foi tema de matéria publicada na edição de quarta (8).

No tradicional e pacato bairro do São Bento, as queixas quanto às indesejáveis presenças se acumulam, assim como as reclamações sobre o mato alto e a coleta de lixo no local.