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UPA de Cabo Frio registra aumento de 40% nos casos de pacientes com doenças de inverno

Atitudes simples e facilmente adequadas ao dia a dia podem prevenir os desconfortos típicos da estação

02 julho 2014 - 18h12
UPA de Cabo Frio registra aumento de 40% nos casos de pacientes com doenças de inverno

A temperatura começa a dar sinais de que o inverno chegou e junto com ele uma série de doenças, que geralmente aumenta a sinfonia de espirros e o consumo de lenços de papel, mas que também pode trazer complicações bem mais graves. O clima seco e mudanças bruscas de temperatura colaboram para que enfermidades como gripes, resfriados, amidalite e dor de ouvido se espalhem rapidamente. Porém, para algumas pessoas, além desses vilões, é preciso enfrentar outras manifestações que se agravam durante o inverno. É o caso da asma, pneumonia, bronquite, rinite e sinusite.

Segundo a diretora da UPA do Parque Burle, Alexandra Codeço, desde o início do inverno, em 21 de junho, aumentaram em 40% as ocorrências de doenças como, alergias, gripes e resfriados.

- Se forem tratadas corretamente, essas doenças não têm maior gravidade, embora tragam grande desconforto – diz Codeço.

De acordo com a pediatra Gabriela Magalhães, que coordena a pediatria da unidade de saúde, a hipersensibilidade do organismo a algumas substâncias desencadeia reações alérgicas como, por exemplo, os intermináveis espirros e coceira na região nasal. A poeira, ácaros, fungos, pelos de animais, além da fumaça de cigarro são alguns dos agentes irritantes mais comuns.

As doenças de inverno mais corriqueiras são as que atingem a garganta e o aparelho respiratório. Seus alvos preferidos são as vias respiratórias superiores (o nariz), a garganta, os ouvidos e os pulmões. Em geral, secreções amareladas ou muito espessas, febre alta, dores fortes na cabeça ou no peito e dificuldades respiratórias indicam a necessidades de tratamento de emergência, muitas vezes com hospitalização. Ainda segundo a médica a “culpa” da proliferação das doenças de inverno não é só frio. Mudanças de hábito decorrentes dele também favorecem os problemas respiratórios.

– Geralmente, no inverno, as pessoas bebem bem menos líquido, porque não sentem sede porque transpiram muito menos, mas o organismo segue precisando da mesma quantidade de água, importante para controlar a circulação sanguínea, composição das células, músculos e respiração – explica a médica.

A hidratação também é importante para manter as mucosas úmidas e auxiliar na barreira que elas criam contra os micro-organismos. Para ajudar nisso, vale também usar soro fisiológico nos olhos e no nariz. E não adianta compensar a falta de água no banho. Os banhos não devem ser muito prolongados (mais de 20 minutos) e a temperatura deve variar entre os 29° a 37°. Por melhor que possam parecer os banhos escaldantes, eles causam o ressecamento da pele por eliminar, com a ajuda do uso de sabonetes, uma camada protetora e superficial da pele rica em gordura, que serve como proteção. E isso, aliás, serve para o ano inteiro.

A doutora Gabriela Magalhães faz outro alerta:

– Outro hábito nada saudável, é que as pessoas tendem a ficar dentro de casa se "escondendo do frio" com portas e janelas fechadas. Pior ainda é se enfurnar em locais públicos fechados, como shoppings, cinemas, etc. Se isso for inevitável, passe o menor tempo possível e, em ônibus, por exemplo, tente abrir pelo menos uma fresta da janela. Em casa, aproveite os dias ensolarados para abrir bem as janelas e pôr as cobertas no sol, alerta.  
Por fim, o último conselho: a automedicação é perigosa. Analgésicos, antialérgico, descongestionante, antitérmicos e até vitamina C não devem ser tomados sem prescrição médica, pois além do risco de efeitos colaterais, é possível que você seja alérgico a algum componente ou ainda, que este remédio mascare algum sintoma que dificulte o diagnóstico real da doença. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 23% das internações hospitalares no Brasil estão relacionadas ao mau uso de medicamentos. No mundo, essa taxa é de 10% - o que já é considerado bem alto. 

 – Por isso, antes de dar aquele grito no escritório dizendo “alguém aí tem um remédio para dor de cabeça?”, lembre-se dos perigos que isso pode oferecer – finaliza a médica

A fim de evitar situações críticas durante o inverno a especialista deixa 10 dicas que podem ajudá-lo a conviver melhor com o frio e os problemas respiratórios:

1 - Mantenha as roupas de cama limpas especialmente os cobertores que costumam ser morada de ácaros;

2 - Retire o pó da mobília e limpe o chão com pano úmido, evitando o levantamento de poeira;

3 - Aproveite os dias ensolarados para arejar a casa. O sol e o ar evitam que vírus e bactérias se proliferem;

4 - Evite o contato com a fumaça do cigarro;

5 - Use soro fisiológico nas regiões dos olhos e narinas, a fim de lubrificar a mucosa e evitar irritação; 

6 - Evite aglomerações de pessoas em lugares fechados e pouco arejados;

7 - Lave as mãos constantemente para evitar que vírus e bactérias se alojem nessa região;

8 - Beba muito líquido, mas evite as bebidas alcoólicas. Água e sucos são importantes para controlar a circulação sanguínea, composição das células, músculos e respiração;

9 - Não use carpetes e cortinas no quarto de pessoas alérgicas, pois eles favorecem o aparecimento de ácaros;

10 - O meio mais efetivo para evitar as doenças do inverno são as vacinas. A antigripal confere imunidade por cerca de um ano e a vacina contra pneumonia pode proteger por cinco anos. No caso dos idosos, a vacina antigripal é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e distribuída gratuitamente nos postos de saúde.

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