Assine Já
quinta, 25 de fevereiro de 2021
Região dos Lagos
29ºmax
20ºmin
Tropical
Tropical mobile
TEMPO REAL Confirmados: 26207 Óbitos: 900
Confirmados Óbitos
Araruama 6686 181
Armação dos Búzios 3181 32
Arraial do Cabo 844 37
Cabo Frio 7163 342
Iguaba Grande 2472 54
São Pedro da Aldeia 3486 126
Saquarema 2375 128
Últimas notícias sobre a COVID-19
UPA

UPA de Cabo Frio atende pacientes de forma precária

Acompanhantes ficam do lado de fora e reclamam de atendimento

12 dezembro 2015 - 09h17Por Nicia Carvalho

Há alguns dias, quem procu­ra a Unidade de Pronto Atendi­mento (UPA) do Parque Burle encontra a porta principal tran­cada, poucos médicos e nenhum pediatra. Não bastasse, os fa­miliares dos pacientes têm que aguardar em pé, do lado de fora da entrada de ambulâncias, para ter alguma informação sobre o estado de saúde de parentes. Esse foi o cenário que a reporta­gem da Folha encontrou ontem pela manhã, denunciado por lei­tores e internautas no Facebook. Eles também reportaram a reti­rada de equipamentos e mobiliá­rio da unidade. A administração, em resposta, afirmou que apenas os casos muito graves estão sen­do atendidos e que somente ma­terial de propriedade do Gover­no do Estado continua na UPA.

– A Saúde está um caos. A gente não consegue nenhum tipo de atendimento decente. Vim atrás de receita para remédio controlado e dei de cara com a porta trancada. Não tem médico, não tem receita. No PAM não tem atendimento, consulta para psiquiatria só dia 21. Está muito complicado – disparou Luzinete da Silva, 52, moradora do Jaca­ré. A dona de casa Creuza Maria Cardoso, 60, aguardava em pé, do lado de fora e sob o forte ca­lor, alguma informação sobre a filha que estava no soro.

– Ela só entrou porque estava se sentindo muito mal, mas não deixam a gente entrar. Tem uma recepção na entrada das ambu­lâncias e a gente tem que aguar­dar por aqui – reclamou.

Uma paciente que não quis se identificar contou que a UPA está vazia, com pouco mobiliá­rio e que só foi atendida porque pediu testagem para vírus HIV.

– Não tem nada, está muito difícil o atendimento. Até quan­do ficaremos abandonados? – questionou ela, que é moradora do Jardim Caiçara.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa deste fim de semana (12 e 13)