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UPA

UPA de Cabo Frio atende pacientes de forma precária

Acompanhantes ficam do lado de fora e reclamam de atendimento

12 dezembro 2015 - 09h17Por Nicia Carvalho

Há alguns dias, quem procu­ra a Unidade de Pronto Atendi­mento (UPA) do Parque Burle encontra a porta principal tran­cada, poucos médicos e nenhum pediatra. Não bastasse, os fa­miliares dos pacientes têm que aguardar em pé, do lado de fora da entrada de ambulâncias, para ter alguma informação sobre o estado de saúde de parentes. Esse foi o cenário que a reporta­gem da Folha encontrou ontem pela manhã, denunciado por lei­tores e internautas no Facebook. Eles também reportaram a reti­rada de equipamentos e mobiliá­rio da unidade. A administração, em resposta, afirmou que apenas os casos muito graves estão sen­do atendidos e que somente ma­terial de propriedade do Gover­no do Estado continua na UPA.

– A Saúde está um caos. A gente não consegue nenhum tipo de atendimento decente. Vim atrás de receita para remédio controlado e dei de cara com a porta trancada. Não tem médico, não tem receita. No PAM não tem atendimento, consulta para psiquiatria só dia 21. Está muito complicado – disparou Luzinete da Silva, 52, moradora do Jaca­ré. A dona de casa Creuza Maria Cardoso, 60, aguardava em pé, do lado de fora e sob o forte ca­lor, alguma informação sobre a filha que estava no soro.

– Ela só entrou porque estava se sentindo muito mal, mas não deixam a gente entrar. Tem uma recepção na entrada das ambu­lâncias e a gente tem que aguar­dar por aqui – reclamou.

Uma paciente que não quis se identificar contou que a UPA está vazia, com pouco mobiliá­rio e que só foi atendida porque pediu testagem para vírus HIV.

– Não tem nada, está muito difícil o atendimento. Até quan­do ficaremos abandonados? – questionou ela, que é moradora do Jardim Caiçara.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa deste fim de semana (12 e 13)