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ESPECIAL

Turismo e negócios: o que esperar para o pós-pandemia na Região dos Lagos?

Empresários projetam cenário econômico nos municípios após controle da Covid-19

11 julho 2020 - 12h40Por Redação

Embora o momento ainda seja de cuidados redobrados com a pandemia de coronavírus, começa a despontar entre os empresários e representantes do trade turístico um sentimento de otimismo para o que está por vir no pós-pandemia, na Região dos Lagos. Para Ana Cláudia Melo Vieira, coordenadora regional do Sebrae, a retomada dos negócios após este período de pandemia será gradativa e exigirá um diferencial. 

– Os empresários precisarão manter a sua gestão e seus custos enxutos, com todas as medidas e protocolos necessários para proteger os funcionários e os clientes, posicionando cada vez mais os seus produtos e serviços nos canais online, criando diferenciais que atendam ao novo perfil do consumidor – afirma a coordenadora. 

Com a flexibilização do comércio em Cabo Frio, o Shopping Park Lagos foi reaberto obedecendo as recomendações do distanciamento e da higienização. Atualmente, ele está funcionando em horário reduzido (das 12h às 20h) e com o movimento limitado a 50% de sua capacidade. Em nota, a unidade disse que “a expectativa é de que, em breve, com a diminuição de casos de covid-19 na região, o shopping possa voltar com seu funcionamento normal”. Por ser um espaço não só de compras, mas também de lazer, espera-se ativar a praça de alimentação, a área kids, o cinema e os eventos, “seguindo à risca todos os protocolos de segurança estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e os planos de ação municipal”. 

Para a rede hoteleira, as expectativas são bastante positivas. Carlos Cunha é presidente da Associação de Hotéis de Cabo Frio e acredita que neste primeiro momento [pós pandemia], as pessoas estarão mais contidas, mas nada que prejudique um crescimento no movimento hoteleiro.

 – Com as restrições da pandemia, tudo indica que teremos um aumento do turismo interno, com viagens de carro em um raio de até 600 km. Com esse cenário, destinos como Cabo Frio ganham destaque, pela proximidade com grandes polos emissores como Rio, Região Serrana, Baixada Fluminense, Belo Horizonte, Juiz de Fora e o interior de São Paulo. Acredito que teremos um grande fluxo de visitantes dessas regiões, assim que nossos hotéis forem liberados ao trabalho e os turistas se sintam seguros para viajar. Nós, os meios de hospedagem, estamos prontos para atender essa demanda respeitando as medidas de segurança recomendadas. 

O secretário de Turismo de Cabo Frio, Paulo Cotias, entende que o setor foi o mais atingido.

– Aqui em Cabo Frio, optamos por adotar uma linha de conduta pactuada com a  iniciativa privada e priorizamos três frentes. São elas: uma frente de enfrentamento da covid-19; uma frente baseada nas tratativas, conversas e protocolos juntamente com os setores de gastronomia, varejo associado e hotelaria; e uma frente de preparação dos próprios territórios turísticos para que retornemos de maneira mais organizada e prudente, conta o secretário acrescentando que os indicadores recorrentes para o processo de reabertura estão sendo analisados e estudados.

A Associação Comercial, Industrial e Turística (Acia) de Cabo Frio também tem expectativas positivas de uma melhora no quadro atual, embora este processo aconteça de forma lenta por conta do receio que as pessoas estão de sair de casa.

– O comércio  precisa se remodelar e reestruturar. Estamos vivendo um momento bastante decisivo, onde só ficarão de pé aqueles que se adequarem a esta nova vida [comércio diferenciado]. A gente sabe que muitas empresas não irão retornar mais ao mercado de Cabo Frio, mas a gente acredita que elas irão se remodelar através do serviço online, por exemplo. Neste período de pandemia, existem vários restaurantes que só estão trabalhando com o atendimento delivery: eles saem de um aluguel mais caro, e optam por um serviço mais barato e que ao mesmo tempo não deixa de representar a marca na cidade – conta a presidente da Acia, Patrícia Cardinot.

Presidente da Acia de São Pedro da Aldeia e integrante da Câmara de Dirigentes Lojistas do município, José Limar ressalta a importância da superação e da reciclagem de conhecimento. 

– A gente entende que neste período de pandemia e pós pandemia o empresário vai precisar se reinventar, criar novas alternativas e reciclar os conhecimentos. O nosso olhar é baseado nessa ótica. Assim o comércio se manterá vivo  e superará toda esta situação que estamos vivendo hoje.

Para André Bertolossi Hirata, presidente da Acia de Arraial do Cabo, a expectativa é alta de que a cidade viverá um verão fora de época. 

– Na hora que chegarmos na zona verde [liberação total, como a entrada de turistas e a realização dos passeios de barco], Arraial do Cabo viverá um verão fora de época. Acredito que a nossa cidade vai explodir no ramo do turismo porque é a cidade do momento. Depois que isso tudo acabar, a cidade chegará a um ponto muito bom. Tem muita gente pensando que depois disso [pandemia] a cidade vai afundar, mas não vai. Muito pelo contrário, ela irá se reerguer, conclui o André.

Recentemente, o município lançou o selo Arraial Limpo e Seguro. O objetivo do selo é de certificar os empreendimentos e profissionais de turismo que assumirem o compromisso em cumprir os protocolos sanitários expostos nos decretos municipais e numa cartilha preparada pelas Secretarias de Turismo e Eventos e de Saúde.

– Arraial se prepara para a retomada das atividades turísticas de forma limpa e segura. A prefeitura criou, em parceria com o trade e com toda a sociedade, um selo Arraial Limpo e Seguro, para que a gente possa dar tranquilidade aos operadores e aos turistas que venham visitar nossa cidade. Portanto, mais uma vez Arraial sai na frente e prepara a cidade para que a gente possa ter uma retomada acentuada de forma segura, finaliza o secretário de Turismo e Eventos, Olavo Carvalho.

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