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Três acusados de envolvimento no assassinato do trader Wesley Passano são presos

Polícia Civil cumpre mandados de prisão em Duque de Caxias e Rio das Ostras

02 setembro 2021 - 11h21Por Redação
Três acusados de envolvimento no assassinato do trader Wesley Passano são presos

Três pessoas foram presas, nesta quinta (2), acusadas de envolvimento no assassinato do trader e influencer digital Weslay Passano, no dia 3 de agosto, em São Pedro da Aldeia. Os mandados foram cumpridos em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e em Rio das Ostras. Os detidos são Thiago Julio Galdino, Bruno Luzardo Vidal Sabajes, Valder Janilson Chaves dos Santos. Fabio Natan Nascimento, conhecido como FB, é considerado foragido. A operação foi batizada de Pullback, já que Pessano era conhecido nas redes sociais como "Rei do Pullback" - o apelido remete a um movimento de correção nas repentino no mercado financeiro, que contraria uma tendência.

FB, morador de Rio das Ostras, é apontado pela polícia como o principal articulador dos criminosos. De acordo com a investigação, Fábio participou de todas as etapas do crime. Ele estaria no Nissan Versa preto que seguiu o veículo da vítima. Passano estava num Porsche vermelho e saiu de Cabo Frio para uma barbearia em São Pedro. FB teria ligação com Edson Marinho, morador de Rio das Ostras, preso na primeira fase da operação.

De acordo com a Polícia Civil, Bruno Lujardo levou o executor do crime, Roberto Silva Campanha, de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, para a Região dos Lagos no dia do assassinato. Ele teria utilizado um veículo HB20 cinza-chumbo de Bruno para cometer o homicídio. O HB20 foi encontrado na casa de Bruno pelos agentes que participam da operação.

O delegado Milton Siqueira Júnior, titular da 125ª DP (São Pedro da Aldeia), afirmou que vai pedir a prorrogação da prisão de Roberto Silva Campanha. Roberto afirmou ter recebido R$ 20 mil adiantado pelo crime, tendo comprado moto e celular, e garante que receberia R$ 40 mil.

Thiago Júlio Galdino e Valder Janilson Chaves dos Santos teriam seguido e monitorado o carro de Wesley antes do crime. Segundo o jornal O Globo, após ser levado para a Cidade da Polícia, Thiago negou participação na execução de Wesley:

— Eu não participei desse crime. Eu tenho casa lá (em Cabo Frio) há um ano. Eu não porto arma e não tive problemas com a Justiça. Eu não tenho nem noção por que eu estou sendo preso.

Wesley foi atingido por pelo menos com três tiros. O carona foi ferido no braço e nas costas. O Porche de Passano foi apreendido e levado para 125ª DP.

Segundo apurado pela Polícia Militar, os criminosos atiraram contra Wesley varias vezes na altura do pescoço. Os suspeitos fugiram em seguida. Um cordão de ouro que Wesley usava no momento do crime teria sido levado pelos criminosos. De acordo com investigações, Wesley teria ido até o bairro São João para cortar o cabelo.

Os agentes não descartam que o rapaz executado estivesse envolvido numa disputa entre grupos concorrentes que investem em moedas virtuais ou que ele possa ter causado prejuízo a uma pessoa. Outra hipótese levantada é a de queima de arquivo.

Terceira operação deve ser feita nos próximos dias

A Polícia Civil fará uma análise nos telefones celulares, computadores e documentos apreendidos com os presos. Uma terceira operação deve ser feita nos próximos dias.

— Este é o desdobramento da investigação que apura o assassinato do trader Pessano. Nesta segunda fase, após a análise da quebra de sigilo, chegamos a quatro elementos que não participaram efetivamente da execução, mas que transportaram os executores. Eles levaram de Caxias para São Pedro da Aldeia, Cabo Frio e Rio das Ostras. Os mesmos carros fizeram essas rotas indo e vindo sempre de Caxias. Conseguimos na Justiça quatro mandados de prisão e hoje conseguimos prender três pessoas — disse o delegado Milton Siqueira Júnior, titular da 125ª DP (São Pedro da Aldeia), responsável por investigar o crime, ao jornal O Globo.

Durante a investigação, policias descobriram que Wesley foi vigiado por uma semana.

— De início, temos que eles foram e voltaram durante uma semana. O Thiago é um dos donos dos carros que iam e vinham — destacou o delegado, que afirma ter chegado até os quatro suspeitos através de quebra de sigilo e imagens de câmeras. 

 

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