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Tragédia da Chapecoense abala Cabo Frio

Atletas da cidade comentam relação com jogadores do time de Chapecó

30 novembro 2016 - 00h08Por Fernanda Carriço | Foto: Luis Benavides (Associated Press)
Tragédia da Chapecoense abala Cabo Frio

 Os 4.845 quilômetros que se­param Cabo Frio da cidade de La Unión, departamento de An­tioquia, na Colômbia, não são suficientes para distanciar a dor da tragédia que deixou em luto o esporte e o jornalismo esporti­vo ontem, com a queda do avião da Chapecoense e morte de 76 pessoas. A tia do atacante Thia­go Alves, 22, moradora de Cabo Frio, recebeu a notícia na loja que trabalha no centro da cidade. Aos prantos e inconsolável, Roseme­re Vieira foi levada para casa.

Menos distantes por laços familiares, mas próximos por convivência, jogadores da cida­de estavam em choque. O treino da Cabofriense, pela manhã, foi aberto com uma oração pelas ví­timas. O clube também divulgou nota em rede social lamentando a tragédia: “Que notícia triste na manhã de hoje. Lamentamos profundamente o ocorrido com a delegação da Chapecoense e demais passageiros do trági­co vôo para Colômbia. Que os familiares sejam confortados. #forçachape”.

O ex-jogador Leandro, ídolo maior do futebol em Cabo Frio, se disse ‘estarrecido’ com o fato. Ele jogou com o ex-craque e co­mentarista da Fox Sports, Mário Sérgio, que estava entre os jor­nalistas que acompanhavam a equipe que disputaria o primeiro jogo da final da Copa Sul-Ame­ricana na Colômbia.

– Estou estarrecido. Realmen­te, foi um desastre. Joguei junto com o Mário Sérgio na Seleção Brasileira, em 1981, um pouco antes da Copa. Era uma pes­soa muito alegre e divertida. É lamentável o ocorrido e só nos resta orar a Deus para que possa amenizar a dor das famílias – la­mentou Leandro.

A maior tragédia aérea do mundo com uma equipe de es­portes deixou 76 mortos. No vôo estavam 81 pessoas – 72 passageiros e nove tripulantes. Até o fechamento desta edição cinco pessoas tinham sobrevi­vido. Leandro, lateral esquer­do da Cabofriense, tinha vários amigos na equipe.

– Caio Júnior foi meu treina­dor, o Gil jogou comigo no Vi­tória. Além disso, tinha vários amigos lá. Recentemente, esta­va assistindo uma entrevista do Caio Junior no programa Rese­nha, da ESPN, para prestigiar o meu amigo Alex. Tive ótimas lembranças do tempo de Palmei­ras, em 2007. Ele que pediu mi­nha contratação. Já joguei contra o Cléber Santana... Enfim, pegou todo mundo de surpresa. Agora, devemos guardar as lembran­ças boas. Esse acidente vai ficar marcado. Devemos dar força aos familiares. Nesse momento, eles precisam de apoio – afirmou.

* Confira a matéria completa na edição desta quarta-feira da Folha dos Lagos