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TCE quer explicações de ex-secretário de Alair

Victor Moreira nega responsabilidade e diz ter feito inventário: “estou resguardado”

29 maio 2019 - 09h13
TCE quer explicações de ex-secretário de Alair

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) quer esclarecimentos do secretário de Transportes na gestão do ex-prefeito Alair Corrêa (2013-2016), Victor Moreira, a respeito do desparecimento de 121 veículos vinculados à secretaria da qual era titular. Segundo o Tribunal, os bens patrimoniais tem valor equivalente a 669.094,72 vezes o valor da Ufir-RJ, o que representa R$ 2.141.036,20, ou seja, R$ 16,6 mil por veículo.

A quantidade de veículos desaparecidos, todos adquiridos entre 1978 e 2012, foi novamente citada ontem pelo prefeito Adriano Moreno durante entrevista ao jornalista Sidnei Marinho, na TV Litoral News. O levantamento foi feito foi feito em 2017, ainda na gestão do ex-prefeito Marquinho Mendes e resultou em uma tomada de contas e no processo nº 221.221-0/17 do TCE-RJ.

No seu voto, em setembro do ano passado, o relator e conselheiro substituto Christiano Lacerda Ghuerren determinou que Victor fosse notificado para prestar explicações, mas, de acordo com o TCE-RJ, o gestor não se manifestou, o que pode deixá-lo sujeito a sanções como multa de até cem vezes o maior piso salarial estadual.

Procurado pela reportagem, Victor Moreira negou que tenha responsabilidade sobre o desparecimento dos bens e afirma que respondeu à solicitação do Tribunal. O ex-secretário afirma que criou o setor de Patrimônio na secretaria e que chegou a fazer um inventário, no qual já havia sido constatado o sumiço de veículos. Victor alega ter feito a comunicação do fato, mas que não foi dado baixa nos itens à época.

– Eu não posso assumir a responsabilidade de todos os veículos que estavam lá, alguns deles há mais de 40 anos. Muitos deles foram localizados na minha gestão, mas eram carcaças, sem circulação. Só no depósito que fica em frente à [Viação] Salineira vários foram encontrados na minha gestão. Está tudo catalogado, estou completamente resguardado – garante Victor.

No TCE-RJ, ainda não há uma definição do assunto, que continua em tramitação. A reportagem também entrou em contato com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) para saber se foi aberto inquérito para apurar o assunto, mas não houve resposta até o fechamento desta edição.
Enquanto, os processos correm nas autoridades competentes, a atual gestão faz o seu próprio inventário. Adriano instituiu uma comissão permanente de inventário para fazer uma nova auditoria na frota municipal. Segundo a prefeitura anunciou no começo do mês, as diferenças encontradas em relação ao inventário de 2017 serão informadas para o TCE-RJ e o MP-RJ. Não foi dado prazo para que o trabalho seja concluído.