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Araruama

​Tapete verde na Lagoa de Araruama se agrava

Quase um mês depois, problema de proliferação de algas segue sem solução

03 setembro 2015 - 09h38

RODRIGO BRANCO

 

Quase um mês depois que uma matéria da Folha mostrou a proliferação de algas verdes na Lagoa de Araruama, próximo ao bairro Palmeiras, em Cabo Frio, por causa do despejo de esgoto ‘in natura’, não dá para dizer que nada mudou. Pelo contrário, do início de agosto até agora, ao menos visualmente, a impressão é que o problema se agravou. Na opinião do ambientalista Daniel Ribeiro, do movimento Lagoa Limpa, são necessárias ações de longo prazo para resolver de for­ma definitiva a questão.

– Fico muito triste ao ver o es­tado em que a Lagoa se encontra. Nasci e cresci em suas margens e ver o estado em que chegou é de dar dó. Nos últimos anos, essas cenas de poluição são fre­quentes e o pior é que nada é feito para reverter esse quadro. Sempre medidas paliativas com curto prazo de validade. Preci­samos aacabar com o despejo de esgoto na Lagoa de Ararua­ma e iniciar o quanto antes um trabalho contínuo de dragagem no canal do Itajuru ou vamos ver a Lagoa se transformar em uma segunda Baía de Guanabara – antevê Daniel.

   

Conforme já tinha declarado à Folha da última vez, o secre­tário municipal de Meio Am­biente, Jaílton Dias Nogueira Júnior, reiterou que uma série de medidas foi adotada para conter o problema. No entanto, ele en­fatizou que, mesmo com o des­pejo de esgoto na laguna durante tantos anos, estudo de balneabi­lidade encomendado pela con­cessionária de abastecimento de água e esgoto Prolagos, por de­terminação da secretaria, aponta que as águas não representam perigo para a saúde humana.

– Num trabalho com o IEA­PM (Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira, ligado à Marinha), foi verificada a do­minância natural dessas algas desde a boca da Barra, em frente ao Lanche do Operário; passan­do pelo trecho em frente ao Dor­mitório das Garças. São décadas de despejo de esgoto, com todo o aporte indo para o fundo, mas o que importa é que isso não afe­ta o ser humano – afirma.

Ainda segundo Jaílton, a concessionária se comprome­teu a fazer a limpeza da parte da borda areia impactada pelo fenômeno. Do lado da Prefeitu­ra, obras civis e fiscalização de ligações irregulares prometem acabar com o problema. Embo­ra já tenha apresentado relatório indicando que não tem relação com o ‘tapete’, o shopping Park Lagos também se comprometeu a fazer nova vistoria.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa desta quinta-feira (3)