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secretaria de educação

Sumiço dos tablets em Cabo Frio: ninguém sabe, ninguém viu

Secretária diz que irregularidades encontradas serão relatadas à Justiça

04 fevereiro 2017 - 10h24
Sumiço dos tablets em Cabo Frio: ninguém sabe, ninguém viu

RODRIGO BRANCO

 

Talvez o símbolo maior do fracasso da política educacional da gestão do ex-prefeito Alair Corrêa, os tablets prometidos pelo governo para os alunos da rede pública continuam a ser um mistério, quase quatro anos após o anúncio da distribuição, ainda sob o efeito da farra dos royalties. Se o governo passado não falou mais no assunto, tampouco a atual administração da Secretaria de Educação sabe informar o paradeiro dos equipamentos.

Segundo a denúncia de um funcionário concursado que prefere o anonimato, os aparelhos estavam estocados no banheiro da sede da secretaria até a segunda quinzena de dezembro, quando foram levados para um local desconhecido. Até a crise quebrar o município, apenas 2 mil dos 12 mil tablets encomendados haviam parado nas mãos dos estudantes. Do contrato de R$ 1,9 milhão assinado com a empresa Multilaser, até o ano passado faltavam ser quitados R$ 700 mil. O empenho dos recursos foi feito em 13 de março de 2015, pelo processo de compra 38103/2014.

– Como o Alair foi advertido pela Procuradoria que essa compra estava cheia de vícios, como verbas impróprias, processos errados e clientelismo populis- ta, ele suspendeu a distribuição – relata o servidor à reportagem.

Ciente do problema, a atual secretária Laura Barreto disse que a pasta está passando por um ‘pente fino’ e que várias irregularidades estão sendo encon- tradas. De processos de compra suspeitos ao uso indevido de verba para merenda escolar, tudo está sendo investigado. Segundo Laura, um relatório com os problemas encontrados será enviado para o Ministério Público, para o Tribunal de Contas do Estado e para a Controladoria Interna da Prefeitura.

– Tudo que estou encontrando, como pagamentos não realizados, dívidas em alugueis e dívidas de materiais escolares, vai constar no relatório – enfatiza Laura Barreto.

A reportagem tentou falar com as ex-secretárias Elenice Martins e Luana Ferreira, mas não conseguiu contato. Após insistentes tentativas, a empresa Multilaser também não retornou os contatos.