Assine Já
terça, 20 de abril de 2021
Região dos Lagos
26ºmax
19ºmin
Tropical
http://www.alerj.rj.gov.br/
TEMPO REAL Confirmados: 34054 Óbitos: 1273
Confirmados Óbitos
Araruama 8675 279
Armação dos Búzios 4115 54
Arraial do Cabo 1200 64
Cabo Frio 9216 453
Iguaba Grande 3308 82
São Pedro da Aldeia 4728 188
Saquarema 2812 153
Últimas notícias sobre a COVID-19
Médicos

Substância que trataria cânceres divide opiniões de especialistas

Médicos afirmam que faltam estudos conclusivos para medicamento ser utilizado

20 outubro 2015 - 09h46Por Nicia Carvalho

Vem causando polêmica no país o uso da fosfoetanolami­na como suposta via de cura para todos os tipos de cânceres. O debate iniciou depois que o professor de química Gilberto Chierice, aposentado pela Uni­versidade de São Paulo (USP), anunciou que a substância cura­ria a doença. Desde então, as opiniões têm se dividido sobre o tema. De um lado, a comunida­de médica e órgãos reguladores que questionam, principalmente, o fato de o composto não ter sido testado em seres humanos. De outro, pacientes que veem no método a saída para uma doença que há décadas atinge milhares de pessoas.

– O conceito da palavra cân­cer é muito amplo. Não é apenas uma doença, são mais de uma centena de patologias com com­portamento biológico diferente.As drogas que servem para tratar um tumor de mama não servem para tratar um tumor de pulmão e assim por diante. Não existe em nenhuma especialidade mé­dica uma droga que trate todas as doenças daquele tipo. Antes de uma droga chegar ao merca­do são necessários testes em várias

 etapas que podem levar de cinco a dez anos. Utilizar uma droga que sequer passou por testes em seres humanos é uma temeridade. As pessoas que a utilizam correm riscos de efeitos tóxicos ainda desconhecidos ou simplesmente a ação nula da re­ferida droga nas patologias que as afligem – avaliou o oncologis­ta Luis Eduardo Prata, que aten­de na Onkosol, em Cabo Frio.

No entanto, apesar dos alertas da comunidade médica, a cada dia surgem novas questões en­volvendo a droga. O assunto foi parar no Superior Tribunal Fede­ral (STF), que derrubou liminar do Tribunal de Justiça de São Paulo e ordenou que o campus de São Carlos da USP forneces­se cápsulas da fosfoetanolami­na. Por falta de estudos conclu­sivos, a universidade também rebate que a droga seja eficiente, mas em comunicado oficial, não descartou a possibilidade de que estudos clínicos suplementares possam ser desenvolvidos pela instituição.