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Kayky

‘Só não entendo por que ela fugiu’, lamenta avó de Kayky

Martiliana Guimarães desabafa à Folha que não quer mal à motorista

03 junho 2015 - 10h05
‘Só não entendo por que ela fugiu’, lamenta avó de Kayky

ROSANA RODRIGUES

Um sofá antigo coberto por uma colcha que esconde as mazelas do móvel é o local onde a auxiliar de serviços gerais Martiliana Lopes Guimarães, de 62 anos, passa a maior parte do dia. Ela chora quase ininterruptamente a perda do neto, Kayky Lopes Guimarães, de oito anos, atropelado e morto na tarde do dia 25 de maio, no Parque Burle, em Cabo Frio. Inerte e alheia ao que acontece à sua volta, dona Marta, como é mais conhecida no bairro onde mora há aproximadamente 16 anos, não consegue esquecer. Avó dedicada, ela se ressente pelo fato de o menino ter tido a vida abreviada de forma tão brusca, marcando mais uma tragédia na família: há três anos, a mãe de Kayky e filha de Dona Marta, Renata, morreu aos 25 anos, vítima de complicações de uma vesícula perfurada. “Ainda nem sarei da perda da minha filha, aí vem a morte do meu neto, que criava com amor de mãe”, lamenta.
Após a morte de Renata, a tarefa de conduzir Kayky e a irmã, Kaylane, de 9, por uma infância digna coube a Dona Marta. Em uma casa humilde – com paredes sem embolso e nos fundos de um terreno de uma viela na escondida Rua Bom Jardim, no Parque Burle – a avó zelosa diz, com olhar perdido, que não quer nada da motorista que vitimou seu neto. A ela, só o perdão.
– Não quero mal a ela. Quero que Deus esteja sempre no controle do seu volante. Isso pode acontecer a qualquer um. Na minha família há vários motoristas e ninguém vai para a rua com o objetivo de atropelar alguém, ainda mais uma criança. Só não entendo por que ela fugiu do local, justificando com a possibilidade de ter sido agredida pelos moradores. O bairro não é área de risco, não acredito que ela fosse ser atacada – observou Marta.

* Leia matéria completa na edição impressa de hoje da Folha.