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CABO FRIO

Após saída de médicos, Sindicato da Saúde teme impacto no atendimento

Prefeitura exonera 226 profissionais que acumulavam vencimentos, segundo o Tribunal de Contas

22 novembro 2019 - 19h41Por Rodrigo Branco

O que já gera muitas reclamações dos pacientes, pode ficar ainda mais complicado, sobretudo, às vésperas da alta temporada. O Sindicato dos Profissionais da Saúde de Cabo Frio (SindSaúde) teme que o atendimento nas unidades municipais fique comprometido por causa da recente saída de 226 médicos da rede de Cabo Frio.

Os profissionais foram exonerados, após o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) constatar que eles mantinham três ou mais vínculos trabalhistas, inclusive nas redes de outros municípios, o que é proibido prela Constituição. Ao todo, foram identificados 453 casos de acumulação remunerada de cargos públicos, mas nem todos quiseram e foram afastados.  

Segundo o presidente do SindSaúde, Gelcimar Almeida, na maior parte dos casos, os médicos pediram para sair não apenas por achar mais vantajoso financeiramente trabalhar em outros lugares, mas pela falta de estrutura nas unidades de Cabo Frio e pelos atrasos salariais constantes. Mazinho, como é conhecido, diz que muitos enfermeiros e auxiliares de enfermagem também pensam da mesma forma, mas como não podem abrir mão dos salários, permanecem no cargo.

– Não são só médicos que querem sair, o pessoal da enfermagem também, mas por ser uma categoria menos favorecida, se submete a isso. Claro que essa situação causa preocupação para a alta temporada, mas a preocupação já vem de agora. Dou até os parabéns para os médicos que resolveram ficar em Cabo Frio, mas a gente continua com um grande problema. Há muitos médicos que não estão alocados nos locais em que mais se precisa – diz o sindicalista, que afirma haver carência nas áreas de Neurologia, Pediatria e Psiquiatria. 

No geral, foram apontadas pelo Tribunal 25 irregularidades no pagamento de servidores, nomeações, criações de cargos, e mecanismos de transparência da Prefeitura de Cabo Frio. Os profissionais foram notificados pelo TCE-RJ e o governo teve que esclarecer caso a caso. As exonerações teriam acontecido ao longo do último mês. Antes das exonerações, a rede municipal de saúde tinha em torno de 720 médicos. 

Nos últimos dias, aumentou o número de reclamações de pacientes pela demora no atendimento, especialmente no Hospital de Tamoios, que absorve o movimento da UPA do segundo distrito durante a reforma da unidade que vai até março; e o Hospital do Jardim Esperança. 

Até o fechamento desta edição, a Prefeitura de Cabo Frio não informou como será feita a recomposição do quadro de médicos do município, após a indicação do TCE-RJ. 

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