Assine Já
terça, 07 de dezembro de 2021
Região dos Lagos
25ºmax
19ºmin
TEMPO REAL Confirmados: 53859 Óbitos: 2198
Confirmados Óbitos
Araruama 12575 449
Armação dos Búzios 6589 73
Arraial do Cabo 1755 93
Cabo Frio 15647 903
Iguaba Grande 5581 147
São Pedro da Aldeia 7057 290
Saquarema 4655 243
Últimas notícias sobre a COVID-19
DESCONTENTAMENTO

Sindicato da Educação denuncia sobrecarga de trabalho na volta às atividades em Cabo Frio

Coordenadora do Sepe afirma que servidores efetivos terão que cobrir contratados dispensados; mas secretaria fala em situação excepcional

21 agosto 2020 - 11h07Por Rodrigo Branco

Na volta das atividades on-line e presenciais, os servidores efetivos da Educação terão que dar conta do trabalho dos contratados, que tiveram o vínculo encerrado no fim de abril. A denúncia de sobrecarga de trabalho foi feita pela coordenadora-geral do sindicato da categoria (Sepe Lagos), Cíntia  Machado, após reunião do Conselho Municipal de Educação, realizada na última terça-feira (18).

De acordo com a sindicalista, funcionários das áreas de servicos gerais e de apoio terão que se desdobrar, fazendo o próprio serviço e cobrindo em outra escola o trabalho de um contratado, que estava entre os três mil dispensados no fim de abril, caso a Secerataria de Educação . Do mesmo modo, os professores efetivos terão que orientar e tirar dúvidas de alunos de docentes que tiveram o contrato rescindido.

– Isso (trabalhar em outras escolas) está errado. Eles escolheram a lotação. Houve concurso de remoção. E mesmo quem não passou por concurso de remoção, escolheu a lotação no ato da posse. Até mesmo os professores. Foi feito um agrupamento por escolas em que a escola que o professor foi demitido, vão ter atendimento por parte do professor efetivo de outra escola. Até no sentido pedagógico, isso é ruim. Educação é afetividade. Paulo Freire já dizia que escola é gente. Não é só paredes e livros – argumenta a coordenadora.

No mês passado, a Secretaria de Educação enviou para as direções de escola um memorando em que abre a possibilidade de trabalho presencial, em sistema de rodízio, nas unidades, conforme a necessidade. 

Com relação aos alunos, não há previsão de retorno às aulas, mas depois de cinco meses, foi criada uma plataforma de atividades que podem ser impressas e preenchidas, a qual 8.138 alunos da rede pública se cadastraram, até esta quarta-feira (19), ou seja, 25% do total da rede. Quem não tiver condições ou optar por outra forma de estudo, poderá retirar apostilas nas escolas, a partir de setembro.

Contudo, em meio a essas movimentações, os servidores cobram o fim do escalonamento e dos atrasos salariais, além de questionar a necessidade de retorno ao trabalho. Por esse motivo, a categoria optou pela chamada 'Greve pela Vida' e cobra maior diálogo com o governo.

Por sua vez, em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Seme) informou que, devido à excepcionalidade do cenário atual da pandemia de coronavírus e para melhor atender aos alunos, todos os servidores da pasta poderão exercer suas funções de diversas maneiras, respeitada a carga horária de cada profissional, para prestação de serviço à rede municipal. 

A Seme ressalta que segue dialogando com o Conselho Municipal de Educação (CME) para viabilizar todas as questões inerentes ao setor, incluindo a validação das atividades remotas e em apostilas como carga horária do ano letivo. Vale destacar que as estratégias visam minimizar os impactos trazidos pela Covid-19 na vida escolar dos 31.953 alunos da rede.

Descubra por que a Folha dos Lagos escreveu com credibilidade seus 30 anos de história. Assine o jornal e receba nossas edições em casa.

Assine Já*Com a assinatura, você também tem acesso à área restrita no site.