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Geral

Sinais apagados representam perigo nas ruas de Cabo Frio

Semáforos estão com problemas há mais de um mês

02 junho 2017 - 08h27
Sinais apagados representam perigo nas ruas de Cabo Frio

Além dos buracos que teimam em voltar a cada chuva forte, as ruas de Cabo Frio apresentam um desafio adicional para os motoristas. Dois dos pontos de maior tráfego na cida­de estão com problemas nos semá­foros há, pelo menos, um mês. Um deles fica na Praça Porto Rocha, na pista sentido Centro, o que tem obri­gado os pedestres a apertar o passo quando os motoristas ignoram a faixa e aceleram os veículos. Para os mais idosos, acaba sendo um esforço extra. Para piorar, em não há guardas muni­cipais orientando o trânsito.

– Nem todos os motoristas têm educação para respeitar os idosos. A gente fica numa situação difícil porque não tem mais perna para correr. Então tem que depender da educação do povo – diz Vera Salda­nha, de 75 anos.

A situação no local fica ainda mais complicada por causa de um ponto de ônibus situado nas proxi­midades. Quando os coletivos pa­ram, os pedestres são obrigados a esticar o pescoço para se certificar de que nenhum carro está passando. Há quem espere mais de um minuto até conseguir a oportunidade ideal para atravessar a via.

– Eu não moro aqui, mas me in­comoda muito esse fato. Ainda mais na idade em que a gente está, fica na­quela angústia do carro vir, do ônibus parar. É realmente um incômodo. Às vezes, um que ameaça parar e não para. É uma coisa complicada – afir­ma Eliéser Mendes, de 70 anos.

Em São Cristóvão, o problema está no cruzamento da movimenta­da Avenida Lecy Gomes da Costa com a Rua Expedicionário da Pá­tria. Nesse caso, redobrar a atenção não é força de expressão, afinal os semáforos das duas pistas estão com defeito há mais de trinta dias. O taxista Jorge Ribeiro trabalha em frente à praça e já presenciou alguns acidentes e vários sustos. Ele pede o conserto dos equipamento e a insta­lação de quebra-molas no local.

– Toda hora tem problema com moto, com bicicleta e com pedes­tre. Então precisamos imediata­mente consertar os sinais, porque são prioridade. Quando tem sinal, já tem problema, sem sinal é um caos – comenta.

Em pouco mais de vinte minutos que a reportagem permaneceu no local, quase testemunhou duas bati­das. Por sorte, talvez, os incidentes resumiram-se a buzinadas e xinga­mentos. A cena é corriqueira, quan­do não há o respeito das regras de preferência ou, no mínimo, a ação consensual dos motoristas.

– Vira e mexe (os sinais) estão com problema. Quando não é um, é outro. Dou uma parada, olho para um lado, para o outro, vejo se está vindo carro do lado contrário e vou devagar. É a forma de tentar resolver – explica a microempresária Fabíola Colnago, que acabava de estacionar o carro.

Na espécie de ‘roleta-russa’ em que se transformam as ruas nessas condi­ções, os ciclistas acabam tornando-se ainda mais vulneráveis. Eldo Vieira Guimarães confirma o receio e pede mais ciclovias e ciclofaixas na cidade.

– Esse cruzamento é perigoso. Uns até param no sinal, mas os outros só passam correndo. Até pra moto mes­mo é perigoso, porque levar uma ‘chapuletada’ é complicado. Esses sinais são todos velhos, estão caindo aos pedaços. Eu ando pela beirada e com muito cuidado – alerta.

Em nota, a Prefeitura informa que instaurou processo licitatório para contratação de empresa para manu­tenção de todos os 74 semáforos ins­talados na cidade. A previsão é de que o início da prestação do serviço ocor­ra em cerca de dois meses. Enquanto isso, servidores da Prefeitura estão realizando a manutenção de forma emergencial. Os semáforos citados já passaram por manutenção e volta­ram a ter problemas. Uma equipe irá percorrer estes locais para colocá-los novamente em funcionamento.