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Sífilis em grávidas cai 74%

Até o momento 16 foram diagnosticadas com a doença contra 61 no ano passado 

02 junho 2015 - 09h09

Nicia Carvalho

Ao contrário do que acontece no estado do Rio, a sífilis em gestantes recua em Cabo Frio. Na comparação com o ano passado, a queda da doença na cidade é de 74%, com 16 diagnósticos em 2014 contra 16 deste ano. Na capital, a taxa de incidência triplicou de 2009 a 2013 e entre os motivos a resistência a tratamentos por parte dos maridos.

Em Cabo Frio, a secretaria de Saúde mantém programa específico para tratamentos e tanto o protocolo de atendimento quanto o teste rápido pode ser feito no Hospital Dia, em São Cristóvão, diariamente, ou nos postos de saúde. A consulta, no entanto, é agendada e realizada por um profissional ‘volante’.

A pasta informou ainda que todas as gestantes fazem o teste no Hospital Municipal da Mulher (HMM), no Braga, antes do nascimento do bebê e que o exame também faz parte da triagem pré-natal. Em 2014, foram diagnosticados três casos de sífilis genital primária, quatro latente (quando não é especificada se latente ou tardia) e 36 congênitas. Este ano, teve queda em quase todas as categorias, sendo quatro primárias, duas latentes 16 em gestantes, nove congênitas e uma secundária da pele e das mucosas.

No Rio, taxa em bebês dobra

Em 2009, a taxa de incidência da doença no estado era de cinco casos a cada mil gestantes. Quatro anos depois, no entanto, o registro subiu para 15 por mil. No mesmo período, o índice de bebês que nasceram com a doença subiu de seis a cada mil para 12 por mil. A taxa em bebês do Estado do Rio é a maior do Brasil, já que a média nacional em 2012 ficou em dois por mil. Os dados são do Boletim Epidemiológico e Ambiental e do Boletim Epidemiológico DST/Aids e Hepatites Virais, da secretaria estadual de saúde.

Segundo especialistas, a doença é provocada por bactéria, sendo preocupante sobretudo porque, se a mulher não receber o cuidado adequado durante a gestação, o feto também adoece. Dados do Ministério da Saúde mostram que há aborto espontâneo ou morte perinatal em cerca de 40% das crianças infectadas por mães não tratadas. Outro risco é o de o bebê nascer com má-formação física. Normalmente, o tratamento da criança com sífilis dura duas semanas e ela deve permanecer internada.

Formas de contágio, tratamento

De acordo com especialistas, a sífilis é curável nos primeiros estágios. Única injeção intramuscular de penicilina trata a pessoa infectada com sífilis há menos de um ano. Para pessoas com a doença há mais de um ano são necessárias doses adicionais. Quem tem alergia à penicilina, o tratamento é feito com antibióticos. O tratamento mata a bactéria da sífilis e preveni danos futuros, porém não repara os já causados.

Pessoas que recebem tratamento para sífilis devem abster-se de contato sexual até que as feridas estejam completamente saradas. Indivíduos com sífilis devem avisar seus parceiros sexuais para que eles possam ser testados e receber tratamento se necessário. Ter sífilis uma vez não protege a pessoa de sofrer a doença de novo.