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Servidores questionam contratos emergenciais da Saúde

Funcionários de Cabo Frio alegam que prioridade deveria ser a quitação da folha salarial

17 outubro 2017 - 11h11Por Rodrigo Branco
Servidores questionam contratos emergenciais da Saúde

Em tempos de salários atrasados e bolsos vazios, os olhos dos servidores municipais estão voltados não apenas para o saldo da conta bancárias, mas também para as publicações oficiais do governo, sobretudo,  para os seus contratos. 
Uma das áreas mais passíveis de questionamentos tem sido a secretaria de Saúde. Um caso exemplar é o de um veículo de passeio com caçamba do tipo baú, alugado por seis meses pelo valor de R$ 39 mil. O contrato foi publicado de forma intempestiva entre o Fundo Municipal de Saúde e uma pessoa física, há cerca de dois meses.
O caso tem sido usado como exemplo de falta de prioridade do governo em manifestações de rua da Educação e da Saúde. Também tem sido criticada a opção do governo em alugar e não comprar um veículo, visto que diversos modelos para uso semelhante são vendidos entre R$ 30 mil e R$ 40 mil.
Um dos mais recentes contratos também é um dos que mais chama a atenção. No último dia 5 foi publicado um acordo, com a duração de três meses, para o aluguel de equipamentos de gás hospitalar a R$ 536,5 mil.
O vereador de oposição Rafael Peçanha (PDT) afirmou que vai protocolar requerimentos para saber a necessidade da contratação e o teor dos contratos, para saber se condiz com os preços de mercado. Por sua vez, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde (SindSaúde) evita fazer acusações, mas afirma que os alugueis são desnecessários.
– Tenho certeza que a rede é insuficiente para ter um gasto assim – disse, sobre o contrato com gás.
Questionado, o secretário de Saúde, Roberto Pillar, defendeu a necessidade dos contratos temporários. Segundo ele, no caso do gás hospitalar, o acordo de três meses é para suprir um intervalo entre o último contrato, que durou cinco anos e uma nova licitação, que está prevista para o fim do ano. 
– Se o gás oxigênio não é prioridade para um hospital, não sei mais o que seria – comentou.
Sobre o aluguel do carro,  na verdade um caminhão baú, Pillar afirmou que os gastos cobrem motorista, combustível e manutenção.
– Fica muito mais em conta do que comprar um novo – diz.