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Servidores de Cabo Frio ainda não receberam salário de julho

Segundo Sindicaf, só vencimentos de guardas, garis e coveiros bateram na conta

23 agosto 2016 - 10h06Por Redação I Foto: Arquivo Folha
Servidores de Cabo Frio ainda não receberam salário de julho

O olímpico mês de agosto vai chegando ao fim, mas o teste de resistência ao qual o funcionalismo municipal está submetido continua. A pouco mais de uma semana para o fechamento do oitavo mês do ano, boa parte dos servidores ainda não viu a cor do salário de julho.

Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos de Cabo Frio (Sindicaf), a Prefeitura, escaldada com os problemas causados pela falta de pagamento a algumas categorias, quitou apenas os salários da Guarda Municipal, dos garis e dos coveiros. Fornecedores e prestadores de serviço também sofrem com os falta de perspectivas de receber.

Em postagem no fim de semana, o prefeito Alair Corrêa pediu paciência aos credores e novamente elegeu os culpados pela situação: o Sindicato dos Profissionais da Educação e a Justiça, esta última por ter decretado o bloqueio dos recursos do município para o pagamento de salários.

“O dinheiro da Prefeitura de Cabo Frio continua bloqueado pela justiça, uma situação inusitada onde a Secretaria de Fazenda não pode utilizar um centavo fora do que ‘autorizado’ pelos juízes que a pedido do Sepe, no dia de ontem (sexta), manteve o pouco que entrou retido. Mas a cidade não pode parar e nem pagar por essa incomum situação. Por isso fazemos um apelo aos fornecedores e empresas para que não suspendam os serviços, principalmente o de limpeza e a coleta do lixo porque seria o caos para todos os munícipes”, postou Alair, ressaltando que a cidade tem um ‘rombo’ de R$ 20 milhões mensais.

A diretora de imprensa do Sepe, Denise Teixeira, lembra que a greve da categoria continua e rebateu os comentários do prefeito e afirmou que o último bloqueio judicial, conseguido na sexta-feira, refere-se apenas a recursos exclusivos para a Educação.

– O bloqueio é da conta do Fundeb, que é uma verba específica da Educação. Quando o prefeito diz que está impossibilitado de pagar as outras coisas da Prefeitura por conta do bloqueio e por culpa do Sepe, ele mente descaradamente – responde a sindicalista, afirmando que ‘um pequeno grupo’ recebeu o pagamento nas últimas duas sextas.

Mas o drama dos servidores não se restringe à questão salarial, em alguns casos, até ir ao trabalho está complicado. Apesar de terem os salários descontados, os funcionários da Postura Municipal não recebem vale-transporte há quatro meses. Eles devem se reunir hoje com o superintendente Wilson Lobato para buscar uma solução.

– A empresa não recarrega. Como querem que a gente vá trabalhar se eles não pagam. Até para fazer uma reunião (com o prefeito) é difícil porque ele está devendo e não quer dar uma solução – afirma Pedro Henrique Melo, um dos representantes da categoria, reclamando da diferença de tratamento em relação a outros funcionários da secretaria de Serviços Públicos.