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REVOLTA SÓ AUMENTA

Depois da Saúde, servidores da Educação de Cabo Frio protestam contra a Prefeitura

Grupo promove ato para repudiar fracionamento salarial, demissões de contratados e mudanças no Ibascaf

09 julho 2020 - 20h17Por Rodrigo Branco

Pelo segundo dia seguido, servidores municipais de Cabo Frio foram para a rua para protestar contra a Prefeitura. Depois da Saúde, nesta quinta-feira (9), foi a vez dos funcionários da Educação promoverem um ato no Largo de Santo Antônio, mesmo em meio à quarentena. Apesar dos riscos, os manifestantes usavam máscaras de proteção e procuravam manter  uma distância segura. Eles reivindicaram o fim do fracionamento e dos atrasos salariais para ativos e aposentados e a recontratação de três mil servidores contratados exonerados no começo da pandemia. 

De acordo com os educadores, alguns aposentados ainda não receberam os salários de maio e, portanto, estão com dois meses em atraso. Por causa dos frequentes fracionamentos, que acontecem desde o ano passado, o Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe Lagos) alega que alguns trabalhadores estão passando por dificuldades financeiras durante a pandemia de Covid-19. 

– A nossa luta é para que todos tenham condições mínimas de vida digna e, para minimizar as dificuldades enfrentadas, estamos iniciando uma Campanha de Solidariedade para realizar a distribuição de cestas básicas aos aposentados que necessitam e aos que foram demitidos tanto em Búzios quanto em Cabo Frio prioritariamente – informou a coordenadora-geral do Sepe Lagos, Cíntia Machado.

Outro ponto questionado pelos servidores é o projeto de lei enviado para a Câmara Municipal que adequa o Instituto de Benefícios e Assistência aos Servidores Municipais de Cabo Frio (Ibascaf), aumentando a contribuição previdenciária de 11% para 14% e incorporando o Programa de Assistência Médica (PasMed) à Prefeitura. Uma plenária on-line estava marcada para debater esse assunto, na noite desta quinta, mas ainda não havia terminado até o fechamento desta matéria.

Segundo o Sepe Lagos,  a categoria cobra ainda  transparência na gestão dos recursos públicos da educação, cestas básicas para as famílias dos estudantes da rede municipal, convocação aprovados no concurso de 2009, respeito aos direitos dos profissionais readaptados (afastados de sala de aula por doença e que retornam ao trabalho em outras funções), entre outros pontos.

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