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Servidora do Inea recebe prêmio por proteção à Mata Atlântica

11 abril 2021 - 15h00Por Redação
Servidora do Inea recebe prêmio por proteção à Mata Atlântica

A satisfação de receber o reconhecimento após 34 anos de trabalho pela preservação da Mata Atlântica no Estado do Rio está estampada no rosto da servidora do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Denise Rambaldi. A atual gestora da Área de Proteção Ambiental Estadual de Macaé de Cima recebeu o prêmio Fred Packard na categoria “Excepcional contribuição na proteção e conservação de áreas protegidas” da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), organização civil e governamental localizada na Suíça.

  O prêmio anual reconhece profissionais e organizações ambientais que contribuem além das expectativas na ampliação, consolidação e conservação de áreas protegidas. A cerimônia de entrega que confere ao vencedor certificado e valor em dinheiro foi realizada em Genebra, na Suíça, de forma virtual.

  - É uma honra ter o trabalho reconhecido pela International Union for Conservation of Nature - IUCN, Genebra/Suiça, especialmente em tempos tão incertos e desafiadores.  Iniciativas como o Prêmio Fred Packard lançam luz sobre a importância da biodiversidade e das áreas protegidas para a prosperidade e o bem estar humano. Me sinto revigorada e com uma responsabilidade ainda maior em meu trabalho. Espero que esse prêmio possa também inspirar as novas gerações de ambientalistas brasileiros – destacou Denise Rambaldi. 

  A engenheira florestal Denise Rambaldi ressalta a responsabilidade de trabalhar com foco na preservação.

- Meu trabalho me absorve e me fascina, me proporciona tudo o que sei, o que tenho e o que sou. Trabalhar em áreas naturais protegidas é de uma grande responsabilidade, transgeracional eu diria, mas é acima de tudo um privilégio trabalhar onde as pessoas vão para passear, descansar e desfrutar dos benefícios da natureza. No Inea tenho tido oportunidades valiosas  de aprendizado e troca de experiências com profissionais da casa e de outras instituições. O Inea é também uma verdadeira universidade do ambiente que nos mostra a complexidade e a importância  da abordagem multidisciplinar na gestão ambiental – disse. 

Dedicação à biodiversidade

A trajetória de Denise Rambaldi no serviço público é marcada por importantes realizações na execução de projetos e construção de políticas de conservação ambiental no território fluminense. A engenheira florestal e especialista em Ciência Ambiental chegou no Inea em 2011 para ocupar o extinto cargo de vice-presidente do Inea, contribuiu para a implementação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), que tem o objetivo de identificar, quantificar e qualificar as áreas de proteção privadas do estado, o que estimulou a expansão e criação de unidades de conservação públicas e privadas.

Em 2014, ingressou no quadro efetivo do Inea por meio de concurso público e tornou-se superintendente de Biodiversidade da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas). Na pasta, trabalhou na implantação de uma série de projetos, entre eles o levantamento da flora endêmica do Rio de Janeiro. Ao longo da carreira, passou por cargos de gestão na administração pública municipal, e retornou ao Inea como gestora da APA Macaé de Cima, unidade de conservação estadual de mais de 35 mil hectares englobando os municípios de Nova Friburgo e Casimiro de Abreu.

 Área de Proteção Ambiental Estadual de Macaé de Cima

 A Área de Proteção Ambiental (APA) tem mais de 35 mil hectares abrangendo os municípios de Nova Friburgo e Casimiro de Abreu. A APA é administrada pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea) e está localizada a 170 km da cidade do Rio de Janeiro. Seu objetivo é a preservação das florestas, flora e fauna com muitas espécies endêmicas e ameaçadas de extinção, bem como a proteção das nascentes dos rios Macaé e diversos outros. Tudo isso garante a qualidade da água para o abastecimento público. É uma região turística muito popular com paisagens rurais, cachoeiras, tradições culturais e gastronômicas.

- Nosso maior desafio na gestão é conservar a biodiversidade e o ambiente de forma a dar sustentabilidade às diversas atividades econômicas desenvolvidas na região, como o turismo, agricultura e pecuária, infraestrutura e a indústria imobiliária, que cresce espantosamente. O uso sustentável dos recursos naturais aqui existentes é o pilar para a economia local. As boas práticas na agricultura e pecuária contribuem para a manutenção das florestas, da água, da fertilidade e estabilidade dos solos, proporcionando ainda a manutenção dos atrativos turísticos regionais que, em sua maioria, são naturais como as cachoeiras, as formações rochosas, as florestas, enfim, as mil maravilhas da Mata Atlântica – explicou Denise Rambaldi.

Fonte: Comunicação / Governo do estado

 

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