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Sepe decide voltar às aulas

Servidores, no entanto, mantêm estado de greve para dezembro

19 novembro 2015 - 09h00

Os professores da rede pública de Cabo Frio voltarão às salas de aula hoje. Mas isso não quer dizer que o embate contra a Prefeitura pela regularização no pagamento tenha acabado. A classe decidiu, em assembleia realizada na noite de ontem, no Colégio Edilson Duarte, manter-se em estado de greve e, caso o prazo de pagamento dos vencimentos de dezembro não seja respeitado, cruzará os braços novamente.

A assembleia reuniu dezenas de servidores no auditório do colégio, que esteve completamente lotado. Os funcionários têm nova paralisação programada para terça-feira, com manifestação em frente à Secretaria de Educação.

Além disso, haverá vigília na Prefeitura para acompanhar o pagamento, a partir do dia 3 de dezembro, com paralisação.

Ontem, a Secretaria de Administração divulgou nota ‘ameaçando’ os funcionários com cortes de ponto dos dias em que permaneceram em greve. O comunicado oficial informava que a Prefeitura cedeu dias de folga para a categoria em razão do atraso no pagamento dos contratados.

Os alunos da Rede Municipal de Ensino de Cabo Frio voltaram às aulas ontem. Um levantamento da pasta mostrou que 61% das escolas funcionaram normalmente. Outras 13% tiveram funcionamento parcial e 26% não abriram.

A secretaria ainda pediu aos pais e responsáveis que levassem os filhos às escolas e ressaltou a importância para o cum-primento do calendário de dias letivos. A nota afirmou que o pagamento foi efetuado na terça a todos os contratados, conforme compromisso firmado com os professores.

A diretora do Sepe, Denise Teixeira, desmentiu os dados do governo e lembrou que quem delibera greve ou não é a assembleia da categoria.

– É mentira. Muitas escolas estavam paralisadas. Não foi folga, até porque quem decide se há greve é a categoria, não o governo. Ele (Alair Corrêa) inventou essa folga para desconstruir o movimento. Mas respondemos continuando com a paralisação – afirmou ela, que também disse que os servidores receberam o pagamento sem inúmeros direitos.

– Teve servidor que recebeu o salário com um desconto de quase R$ 700 – completou