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Sem seguro, pescadores passam dificuldades

Profissionais não receberam compensação para período de três meses sem pesca na laguna

09 agosto 2017 - 10h34
Sem seguro, pescadores passam dificuldades

Após a primeira semana do Defeso da Lagoa de Araruama, muitos pescadores de Cabo Frio começam a passar dificuldades. A Colônia de Pescadores da cidade (Z-4) confirmou que 200 profissionais não conseguiram receber o seguro defeso (valor de um salário mínimo) para o período sem pesca na laguna, que se encerra em 31 de outubro. Um deles é Robson dos Santos, 53. Segundo ele, a situação piorou porque a pesca estava ruim antes da proibição.

– Dei baixa na carteira de trabalho em 2013. Estou esperando a carteira da Seap (Secretaria Especial de Agricultura e Pesca). No momento do defeso, estou parado. Tenho dificuldade de comprar as coisas para casa. Ainda mais que a pescaria antes do defeso estava ruim. Não deu para fazer dinheiro para passar o defeso. Quem conseguiu foi o pessoal que pesca com gancho – diz.

Há também quem pense em ir ao mar. O pescador Jair Gomes, 39, lamenta não ter uma embarcação maior para obter bons resultados.

– Vivo tentando tirar a carteira, mas está difícil. Para viver de peixe assim não dá. Não dá nem para se manter. Nem me fale de contas para pagar. Para se manter, o pescador tem que trabalhar todo dia. Um dia parado fica ruim. Tem época em que passamos dois ou três dias sem pegar nada. O jeito será ir para o mar.  Mas, mesmo assim, não adianta muito. Tem que ter barco bom para ir longe. Se não for longe, não dá para matar peixe – comenta.

O presidente da Colônia de Pescadores de Cabo Frio (Z-4), Alexandre Marques, viaja ao Ministério da Indústria e Comércio – aonde foi realocada a pasta da Pesca – para tentar a emissão de carteiras  para o seguro defeso. A viagem está marcada para a primeira ou para a segunda semana de setembro. O presidente da Federação dos Pescadores do Rio de Janeiro (Feperj), Luis Claudio Stabile, acompanhará Alexandre. 

Eles se reunirão com o secretário de Aquicultura e Pesca Dayvson Franklin. Caso o acordo seja feito, os profissionais precisarão reenviar toda a documentação à colônia. Em seguida, os protocolos serão encaminhados ao ministério para autorização das carteiras.

– Vamos mostrar as dificuldades que os pescadores passam. Essa situação não pode ficar assim – afirma Alexandre.

* Confira matéria completa na edição desta quarta-feira (9) da Folha dos Lagos.