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EDUCAÇÃO

Sem salários, funcionários da Educação param a partir deste sábado em Cabo Frio

Fechamento de ano letivo em 2019 é cada vez menos provável, aponta Sepe

06 dezembro 2019 - 20h08Por Rodrigo Branco

Os servidores da Educação de Cabo Frio estão em greve a partir de hoje, mas o caldeirão da revolta ferve ainda mais do que nos meses anteriores. Isso porque, ontem, quinto dia útil do mês, muitos funcionários efetivos não viram a cor do dinheiro, diferentemente do calendário anunciado pela prefeitura, que não informou os motivos para o atraso. Uma assembleia está marcada para esta terça-feira, na escola municipal São Cristóvão para discutir os rumos do movimento.

Neste cenário, o fechamento do ano letivo ainda em 2019 é uma possibilidade cada vez mais distante. Segundo a coordenadora-geral do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe Lagos), Cíntia Machado, a categoria vai buscar na Justiça uma forma de estabelecer a reposição das aulas que não foram dadas nas paralisações anteriores. Enquanto os professores acenam com plano de estudos e aulas, a Secretaria de Educação não abre mão das atividades 100% presenciais.

Para piorar a situação, não há prazo para o pagamento do décimo terceiro salário. Diante disso, a orientação é não fechar as notas e diários, apesar das pressões da Secretaria de Educação. 

– Solicitamos uma audiência com o Tribunal de Justiça (TJ-RJ) pedindo urgência na questão, tanto pela categoria, quanto pelo aluno. Em relação ao pagamento no quinto dia útil, temos uma ação ganha e vamos pedir a execução – afirmou a sindicalista.

Prefeito ainda não revogou decreto

 A semana foi tensa na relação entre o governo municipal e a comunidade escolar. A notícia do fechamento da escola Luiz Lindenberg caiu como uma bomba entre os estudantes e professores, que foram protestar na sede da prefeitura na última terça-feira. Durante audiência com o prefeito Adriano Moreno (DEM), uma comissão composta por alunos e a orientadora educacional, conseguiu a promessa de que a unidade não será fechada. O prefeito comprometeu-se ainda a não fechar o segmento noturno da escola Arlete Rosa Castanho, a única especializada para alunos com deficiência auditiva. 

Mas até o fechamento desta edição, Adriano não havia revogado o decreto que estabeleceu o fechamento do Luiz Lindenberg ao longo do ano que vem. Caso a escola seja realmente fechada, os estudantes serão alocados em outras unidades.

Outra polêmica diz respeito ao Marli Capp, em Tamoios, onde foi colocado um aviso pedindo para que os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental façam a matrícula para o 1º ano do Ensino Médio na rede estadual. A medida foi vista como tentativa do governo de extinguir o Ensino Médio na escola. O fato foi negado pela Secretaria de Educação, que informou que a escola permanecerá com o Ensino Médio, No entanto, diz a nota “para garantirem as vagas, todos os anos, os estudantes que concluem o 9º ano são orientados a realizar a pré-matrícula nas escolas do Estado, que abre o seu período de inscrição antes da rede municipal”.

Segundo a Folha apurou, atualmente, existem apenas três turmas do 1º ano do Ensino Médio e seis do 9º ano do Ensino Fundamental. Como as vagas são insuficientes, a diferença terá que ser absorvida pela 
rede estadual. 

– Não vai acabar o Ensino Médio para 2020, mas isso fatalmente vai acontecer uma hora – disse o diretor-adjunto Davi Medeiros.  

 

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