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Sem luz e som peça é cancelada

Agendado há tres meses, espetáculo não poderá ser encenado no Teatro de Cabo Frio

05 setembro 2015 - 09h25

NICIA CARVALHO

 

Os diversos problemas enfrentados pela Prefeitura de Cabo Frio na Saúde e na limpeza se expandem para novamente para a cultura. Depois de um agosto marcado por treze dias de acampamento de um grupo de artistas, encabeçados pela rapper Taz Mureb, em frente ao prédio do executivo em protesto aos sucessivos atrasos no pagamento do Proedi (programa municpal de incentivo), mais uma vez a pasta é alvo dos holofotes. Desta vez, o motivo é o não pagamento de empresa terceirizada que fornece os equipamentos de som e luz para o Teatro Municipal Inah de Azevedo Mureb. Sem receber, a empresa retirou os equipamentos do local.
Por conta disso, o espetáculo “Bobos da Corte”, que seria aconteceria amanhã, às 18h, não poderá ser apresentado no teatro. Agendada há três meses, apenas na quinta-feira os diretores da Companhia Atores de Oliveira, do Rio de Janeiro, foram informados pelo diretor de espaços culturais da Prefeitura, Yuri Vasconcelos, do impedimento para usar o teatro, segundo explicou Gabriela Estolano, 22. Além de atriz, Gabriela é uma das sócias da empresa que frequentemente traz projetos encenados na capital para apresentações em Cabo Frio.
– O aviso foi feito em cima da hora e a divulgação já estava em andamento, assim como os compromissos com parceiros e patrocinaores. O teatro está no esqueleto porque a empresa terceirizada retirou tudo por falta de pagamento – reclamou a bailarina, que é cabofriense, mas atua há mais de dez anos na capital carioca produzindo e estrelando peças teatrais.
Segundo ela, mesmo com o sem o palco do teatro em condições o espetáculo será apresentado na rua, nas escadarias em frente ao teatro, no domingo, só que um pouco mais cedo, às 16h
– Vamos fazer a peça até como ato de protesto artístico. Não vamos deixar de apresentar o nosso trabalho – assegurou.
A Folha tentou contato com o diretor do teatro para comentar o assunto e informar qual o montante da dívida do espaço, mas até o fechamento da edição não obteve retorno.