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secretarias

Sem grana e holofotes, mas com esforço

Pastas de menor orçamento usam de criatividade para superar a crise

25 janeiro 2017 - 07h55Por Rodrigo Branco I Foto: Divulgação
Sem grana e holofotes, mas com esforço

 Marcados pela tentativa de apagar os incêndios deixados pela gestão anterior, os 20 pri­meiros dias do governo Marqui­nho Mendes tiveram o protago­nismo das maiores secretarias da estrutura municipal, como a de Fazenda, Desenvolvimento da Cidade, Saúde e Educação. Mas isso não significa que as pastas de menor orçamento ou consi­deradas menos prioritárias nes­se turbulento início de mandato estejam apenas fazendo número.

Mais distantes dos olhares, al­guns secretários e coordenadores tentam arrumar a casa para o dia em que os cofres estiverem mais forrados. O verbo ‘arrumar’ não é força de expressão. Assim como aconteceu em outros setores, as secretarias menos abastadas so­frem com problemas de estrutu­ra, salários atrasados e até mes­mo de despejo, caso da Cultura, que em fevereiro vai sair da atual sede, no Itajuru, para uma sala nos fundos do Charitas. Mesmo com as dificuldades, o secretá­rio Ricardo Chopinho destaca as ações iniciais da sua gestão.

– Estamos promovendo o (evento) ‘Cultura do Amanhã’ com atividades em frente ao Te­atro Municipal. Com artistas lo­cais e sem gasto para o municí­pio. A gente tem um calendário oficial e vamos promover a Se­mana Teixeira e Souza no final de março, pois está previsto em lei municipal – disse Chopinho.

No Esporte, a ordem também é gastar pouco e, se possível, ra­chando as despesas. O mantra no setor é a palavra ‘parceria’, se­gundo o secretário José Antônio Odilon. Como a Prefeitura não tem certidões negativas junto à União, recursos federais para re­formas e obras estão descartados no momento. Com a grana curta – são de R$ 3 milhões de orça­mento previstos para este ano – Odilon aposta nos mutirões de limpeza nos ginásios e na cessão de espaços para eventos esporti­vos e projetos comunitários.

– Queremos começar a respi­rar esporte novamente. Acho que em 30 dias teremos novidades. Estamos conversando com em­presários e em breve teremos um grande passeio ciclístico pelas cidades da região – diz, Odilon, que tem conversas avançadas com a Confederação Brasileira de Taekwondo para realização de treinos no ginásio do Porti­nho, e com os organizadores de um torneio de futsal para surdos.

Se o momento atual não é propício para celebrações, quem trabalha com elas tem que pensar em médio e longo prazos. Ligada à Secretaria de Turismo, a Co­ordenadoria de Eventos trabalha no calendário oficial da cidade enquanto não possui os recursos para promovê-los. O objetivo é retomar as festas portuguesa e nordestina.

– Não há outro caminho a não ser a junção do poder público e da iniciativa privada. Não te­mos aporte para isso, temos que contar com a ajuda de empresas. Nosso potencial turístico é enor­me, o que pode trazer um retor­no financeiro para o município – disse o coordenador Saulo Mira.

Responsável pelas políticas municipais de inovação, a Co­ordenadoria de Ciência e Tecno­logia tem ficado às voltas com questões bem mais prosaicas, como a regularização dos con­vênios de estágio com as insti­tuições de ensino superior da re­gião. Como o vínculo havia sido rompido no governo anterior, os alunos de faculdades que esta­giavam na Prefeitura não esta­vam cobertos por apólices de se­guro. Além disso, o coordenador Alessandro Teixeira ainda tenta conhecer o setor, que é vincula­do à Secretaria de Educação.

– Não tivemos acesso a qual­quer documento antes de assu­mir, pois não houve transição – disse Alessandro.