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Seis meses após inauguração, escola Patrícia Azevedo apresenta problemas

Local está fechado desde outubro com infiltrações e fiação eléctrica exposta

23 novembro 2016 - 01h42Por Rodrigo Branco I Foto do leitor
Seis meses após inauguração, escola Patrícia Azevedo apresenta problemas

Inaugurada no fim de março com status de ins­tituição-modelo, a escola Patrícia Azevedo, no Jar­dim Esperança, engrossa a lista das unidades muni­cipais de ensino que estão com as portas fechadas por causa de problemas na in­fraestrutura. O local está fechado para aulas desde outubro por causa de infil­trações em diversas partes do teto. Uma equipe da Prefeitura foi envia­da ontem para fazer o reparo em um dos pontos, mas em outros a estru­tura de gesso ameaça ceder.

Mas os contratempos não se resu­mem a isso. De acordo com a dire­tora da escola, Amanda Gonçalves, os extintores de incêndio estão com a validade vencida e a fiação elé­trica de algumas dependências fica exposta (foto), levando perigo aos alunos e funcionários. Atualmente, apenas os servidores administrativos da secretaria dão expediente no local, no entanto, a precariedade das con­dições ameaça fechar totalmente a unidade até que a situação seja re­solvida.

– Apesar da greve e do quadro reduzido, conseguimos ter aula até outubro, mas depois disso ficou im­possível com essa estrutura. O sen­timento é de impotência. Lutamos muito com a comunidade, que não tinha uma estrutura dessas, que é boa e espaçosa. Conseguimos o es­paço, mas simplesmente não conse­guimos usá-lo – afirma Amanda, há cinco anos à frente da escola, que anteriormente funcionava em imó­veis alugados, como igrejas.

Segundo a diretora de imprensa do Sindicato dos Profissionais da Educação, Denise Teixeira, a escola foi entregue inacabada.

– Foi inaugurada sem condições. A cozinha sequer tinha pia – co­mentou.

Em nota, a Prefeitura afirmou que ainda faltam ‘alguns pequenos ajustes e conclusão de obras’. A pasta informou ainda que a decisão de entregar a unidade ainda com al­gumas pendências foi para ‘dar me­lhor comodidade aos alunos e não atrapalhar o ano letivo’. Por fim, a administração municipal disse que a secretária de Educação Luana Ferreira já se reuniu com a direção e a equipe de engenharia da pasta para acertar os últimos detalhes e em breve a situação estará normali­zada. No entanto, não deu prazo de quando isso acontecerá.

Com o fechamento da escola, es­tão sem aulas 394 alunos, divididos em dois turnos e 18 turmas até o 5º ano do ensino fundamental.