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Bancos

Seguindo orientação do sindicato, bancários de toda a região podem aderir à greve

Funcionários fazem contraproposta para reajuste salarial

30 setembro 2015 - 11h28

É cada vez mais real a possi­bilidade de uma greve dos fun­cionários das agências bancá­rias de toda a região, seguindo orientação do sindicato nacional da categoria. Na última reunião entre o comando geral e a Fede­ração Nacional dos Bancos (Fe­naban), realizada na sexta-feira (25), representantes dos banqueiros fizeram uma contraproposta de reajuste salarial de 5,5%, além do pagamento de um abono de R$ 2.500. Por sua vez, os bancá­rios querem um reajuste de 16% (inflação medida pela Fundação Getúlio Vargas e aumento real de 5,7%) e mais aumento real na participação nos lucros e melho­rias no plano de saúde.

    

Com o impasse estabelecido, haverá uma assembleia nesta quinta (1), na sede do Sindicato dos Ban­cários da região, em Niterói. Segundo seu presidente, Suez Santigo, a proposta apresentada pelos bancos é ‘indecorosa’ e caso ela não seja melhorada, a indicação é para que a greve co­mece na próxima terça-feira, dia 6, após o pagamento dos servi­dores aposentados.

– Para nossa surpresa e decep­ção, eles não ofereceram sequer a metade da reposição das per­das da inflação. A categoria está revoltada. Eles vieram com essa proposta de abono, mas isso não é interessante nem para os ban­cos e nem para a gente, porque esse valor não incide sobre o fundo de garantia, sobre os tíquetes ou sobre o INSS – argumenta.

Para Suez, a justificativa de que o país está em crise não se aplica aos bancos, em virtude dos lucros líquidos obtidos por estas instituições apenas no pri­meiro semestre deste ano, de quase R$ 30 bilhões.

Na última quinta-feira, os sin­dicalistas fizeram uma manifes­tação em frente às agências da Avenida Assunção, no centro de Cabo Frio, com a participação de atores fantasiados, ironizan­do os balancetes bancários. A última greve da categoria acon­teceu entre setembro e outubro de 2014 e durou uma semana.