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Secretário de Saúde pode deixar o cargo

Mudança estaria prevista para o início do mês que vem; Mureb nega

17 julho 2019 - 09h56
Secretário de Saúde pode deixar o cargo

É tida como certa nos bastidores da Prefeitura de Cabo Frio a saída de Márcio Mureb do cargo de secretário de Saúde de Cabo Frio. A troca se consolidaria no dia primeiro do mês que vem, segundo a Folha apurou. Cogita-se que a pasta deverá ser comandada por Carlos Ernesto, que ocupou a função durante o último mandato do ex-prefeito Alair Corrêa (PP).  Ontem, questionado pela reportagem, Mureb foi monossilábico ao responder se a mudança está confirmada. “Não”, disse ele.

Caso se concretize, a troca engrossará a lista de integrantes do primeiro escalão que saíram do governo nos últimos meses: Duca Monteiro (secretaria de Governo), Cláudio Leitão (Educação), Radamés Muniz (Turismo) e Meri Damaceno (Cultura)  foram substituídos por Miguel Alencar, Márcia Cristina, Paulo Cotias e Milton Alencar, respectivamente.

Alvo de críticas recorrentes, a Saúde tem sido o calcanhar de aquiles do governo. A área foi uma das principais plataformas de campanha do prefeito Adriano Moreno, que é médico ortopedista, (Rede) nas eleições suplementares do ano passado.

Esta semana, a Prefeitura de Rio das Ostras emitiu nota afirmando estar sofrendo profundos impactos dos problemas do setor em Cabo Frio. Pacientes de Cabo Frio estariam superlotando o Pronto-Socorro da cidade vizinha. A Prefeitura de Cabo Frio nega e chama a nota de “leviana”.

“A Prefeitura de Rio das Ostras informa que, devido aos decorrentes problemas na Rede Municipal de Saúde de Cabo Frio, o Pronto-Socorro de Rio das Ostras vem recebendo uma crescente demanda de pacientes da região”, diz a nota, enumerando as providências que estão sendo tomadas. 

“No entanto, a equipe da unidade pede a compreensão da população, pois está trabalhando prontamente para evitar possíveis transtornos e melhor atender a todos. Neste domingo, o Pronto-Socorro se encontra com 14 pacientes do município vizinho no setor de traumatologia e demais nos consultórios. Para atender a demanda, macas extras já foram providenciadas para as enfermarias e salas de hidratação”, segue o texto publicado pela Prefeitura.

CPI da Alerj deve ser concluída em agosto

Depois de ter sido prorrogada por 60 dias, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a morte de bebês no Hospital da Mulher teve ser concluída no mês que vem. 

Em abril, o secretário de Saúde passou por sabatina durante o depoimento prestado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Hospital da Mulher na Assembleia Legislativa (Alerj). Mureb disse que é preciso oferecer aumento salarial aos médicos para haver uma melhora no serviço de saúde.

Também disse que a ausência de pré-natal das pacientes está entre os problemas que causaram as mortes na unidade de Saúde. Mas, ao ser colocado na parede com a cobrança de informações não prestadas desde o início da CPI, recuou: pediu desculpas, afirmou ter humildade suficiente para rever próprios erros e garantiu que todas as informações serão prestadas a partir de agora.

– O nosso problema, hoje, é que uma melhora na saúde depende de salário. Hoje nossos salários são baixos. A gente não tem salário atrativo para competir com o entorno. É muito baixo – disse o secretário para justificar os problemas na saúde pública municipal.

A deputada Renata Souza (PSOL), que preside a CPI, criticou a fala dele.

– Dizer que o valor salarial dos médicos não está a contento, e usar isso como justificativa para a morte de bebes, é lamentável.
A CPI também vai investigar a suspeita de que laudos tenham sido rasurados no Hospital da Mulher. Uma perícia grafotécnica será apresentada por peritos do Instituto Carlos Éboli.