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Saúde

Secretário de Saúde de Cabo Frio: ‘Não sei o que acontecerá com a UPA’

Carlos Ernesto Dornellas ressalta importância de verba estadual

22 dezembro 2015 - 09h47Por Rodrigo Branco

Quando a Prefeitura anunciou a reabertura do Hospital Geral de Emergência, em São Cristó­vão, reinaugurado há três meses, muitos acreditavam se tratar de mais uma opção de atendimento para a população de Cabo Frio. Ledo engano. Se por um lado os cabofrienses, enfim, têm à dis­posição as instalações do HCE, que fica anexo ao Hospital São José Operário e foi reaberto no último sábado, por outro, segue em curso a agonia da UPA do Parque Burle, a reboque da cri­se econômica nas três esferas da administração pública.

O secretário municipal de Saúde, Carlos Ernesto Dor­nellas, recebeu ontem a imprensa em coletiva, durante a qual afir­mou que as dificuldades na rede municipal são decorrentes dos atrasos nos repasses de verbas estaduais e federais. Apesar de o município ainda manter a UPA funcionando em caráter restrito, apenas para emergências, por determinação do Ministério Pú­blico, Carlos Ernesto admite que não sabe o que acontecerá com a unidade sem os recursos do go­verno do estado.

– A crise na Saúde brasileira é no país todo, então não temos uma definição do que vai ser fei­to da UPA. Se o estado vai man­tê-la ou se não vai manter – disse Carlos Ernesto, deixando claro que agora a prioridade é o HCE, mas que a UPA pode continuar funcionando desde que com re­cursos estaduais.

Mas essa possibilidade é cada vez mais distante. A verba da secretaria estadual de Saúde não cai nos cofres municipais há quase um ano e a dívida ul­trapassa os R$ 3 milhões. Além disso, o secretário Felipe Pei­xoto disse em entrevista recente à Folha que “não cabe devolu­ção da UPA, pois ela nunca foi do estado”. O episódio é mais um capítulo dramático da crise na saúde pública estadual. Nos últimos dias, por exemplo, fo­ram fechadas cinco unidades de emergência.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa desta terça-feira (22)