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NOVO CORONAVÍRUS

Secretário de Saúde admite recorrer a transferências para evitar sobrecarga na rede de Cabo Frio

Denúncias, entretanto, apontam problemas de estrutura em hospital recém-inaugurado

18 abril 2020 - 16h04Por Rodrigo Branco e Rodrigo Cabral

O secretário de Saúde de Cabo Frio, Iranildo Campos, confirmou para a Folha que o município busca vagas para pacientes de coronavírus fora do município.  Segundo ele, o procedimento é feito por meio da Central de Regulação do Estado, como forma de preservar os leitos do Hospital de Campanha da Unilagos. De outro lado, denúncias apontam problemas estruturais na unidade recém-inaugurada pelo prefeito Adriano Moreno.

A unidade de referência para tratamento recebeu os dois primeiros pacientes – um homem de 58 anos e uma mulher de 87 – nesta quinta-feira (16), pois não havia disponibilidade de vagas pelo sistema estadual. Contudo, segundo apurou a reportagem, no mesmo dia, um paciente da cidade foi transferido para o Hospital Ronaldo Gazzola, em Acari, na capital.

Com o sistema estadual prestes a ficar lotado, a estratégia é priorizar a transferência de pacientes, antes do colapso, sem perder os leitos municipais. O Hospital de Campanha cabofriense tem 21 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) e respiradores, segundo a prefeitura.

– Desde sexta (dia 10, quando foi inaugurado), o hospital está em funcionamento. Mas se eu posso mandar para regulação do estado, enquanto eu puder, vou fazer para preservar esses leitos aqui. O Cremerj já esteve aqui, a fiscalização, está tudo certinho. Temos a licença da Vigilância Sanitária, tudo funcionando perfeitamente. Deixa fazerem fofoca – disse Iranildo.

As palavras do secretário contrariam denúncias recebidas pela Folha, de duas pessoas ligadas à área de Saúde, quanto à falta de estrutura da unidade e de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais que nela trabalham.

As queixas chegaram à Câmara Municipal. Na sessão da última terça-feira (14), um requerimento assinado por todos os vereadores sobre o hospital Unilagos foi aprovado. O documento questiona à Prefeitura sobre a estrutura disponível, a modalidade de acordo que rege o contrato entre o município e a Unilagos; e o valor que sai dos cofres cabofrienses.

De acordo com o vereador Rafael Peçanha (Cidadania), o Conselho Municipal de Saúde foi impedido de entrar no almoxarifado municipal público do setor. O vereador disse que solicitou que o Ministério Público garanta as prerrogativas do Conselho.

Uma servidora que falou com a Folha, sob a condição de anonimato, engrossou o coro. Segundo ela, o médico que acompanhou um paciente transferido na última quinta-feira foi equipamento de proteção improvisado. A funcionária afirmou que a remoção do paciente quase não aconteceu em função disso. Questionado sobre a falta de materiais de proteção, o secretário de Saúde negou as denúncias.

– Não falta luva, não falta máscara, não falta gel, não falta nada – disparou.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura para ter informações sobre o custo do município com o Hospital de Campanha da Unilagos, mas não recebeu resposta até o momento desta publicação.

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