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UPA

Secretaria de Saúde do Estado nega que vá receber UPA

Felipe Peixoto diz que responsabilidade é da prefeitura, mas Alair não desiste da ideia

03 dezembro 2015 - 09h38Por Rodrigo Branco

Principal polo de atendimento emergencial na cidade, receben­do milhares de pessoas em feria­dos prolongados, a Unidade de Pronto Atendimento do Parque Burle pode fechar as portas em breve. Isso porque tanto a pre­feitura, atual gestora, como o es­tado não pretendem gerir a UPA.

Se as notícias davam conta que estavam avançadas as con­versas para a transferência do controle da unidade para o es­tado, o secretário estadual de Saúde, Felipe Peixoto, tratou de jogar um balde de água fria nas pretensões do governo munici­pal. Falando com exclusividade para a Folha, Peixoto foi taxati­vo e disso que não há possibili­dade que isso aconteça.

– Não pode haver devolução de algo que nunca foi do estado. A administração é do município, o terreno o município escolheu e o estado só construiu. Não cabe a estadualização da UPA. Ela sempre foi municipal e a decisão de fechá-la cabe exclusivamente ao município – afirmou o secre­tário estadual de Saúde.

Apesar disso, Peixoto afirmou que a secretaria está à disposição para discutir o funcionamento da unidade. Ele admitiu que, desde abril, o estado deve os repasses para manutenção da UPA, que já totalizam um débito de mais de R$ 8 milhões, contando as unidades do Parque Burle e de Tamoios, mas que a secretaria estadual de Fazenda já se pro­grama para quitá-lo ao longo do próximo ano.

– É importante lembrar que, além do estado, a União também repassa R$ 500 mil e a prefeitura também tem a sua cota de parti­cipação, dentro da lógica de fi­nanciamento tripartite – advertiu Felipe Peixoto.

A notícia torna-se particu­larmente preocupante pela pro­ximidade da alta temporada e, sobretudo, porque o Hospital Central de Emergência, anexo ao São José Operário, em São Cristóvão, foi reinaugurado com pompa no início de setembro, mas desde então ainda não foi reaberto ao público.

Procurado, o secretário munici­pal de Saúde, Carlos Ernesto Dor­nellas não foi localizado durante todo o dia para comentar o assun­to, mas fontes ligadas à secretaria, que não quiseram se identificar, afirmam que o clima na unidade é de incerteza tanto com relação ao aproveitamento dos funcioná­rios, como sobre o pagamento de dezembro e o 13º salário. Outra informação é que, diferentemen­te do que acontece hoje na UPA, será feito um cadastramento para que apenas moradores de Cabo Frio sejam atendidos no HCE.

 

*Leia a matéria completa na edição impressa desta quinta-feira (3)