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Laura Barreto

Secretária de Educação faz balanço do semestre letivo e diz que pensou em entregar o cargo

Laura Barreto também afirmou que se houver novas paralisações, ano ficará comprometido

14 julho 2017 - 09h44Por Rodrigo Branco I Foto: Arquivo Folha
Secretária de Educação faz balanço do semestre letivo e diz que pensou em entregar o cargo

Depois de muitos sobressaltos, incluindo a reposição da maior parte do ano letivo de 2016 e protestos de servidores por atrasos em pagamentos, a secretaria de Educação anunciou, ontem, o começo das férias escolares para o próximo domingo. O recesso vai durar até o dia 31.

A secretária Laura Barreto fez um balanço do semestre letivo para a Folha e disse que apenas a primeira etapa de organização da pasta foi vencida. Ela admite que seu prestígio pessoal foi importante nas negociações com o Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe) e afirma que novas paralisações podem comprometer o fim do ano.

– Se acontecer mais paralisação, o ano letivo não termina em 2017 – afirma.

Folha dos Lagos – Qual a sensação de fechar o semestre letivo depois de tantos problemas?
Laura Barreto –
A gente está conseguindo vencer uma primeira etapa. Ainda tem muito problema e a coisa não está toda resolvida. Conseguimos passar um pouco pela crise. Vamos ver como vai ser o trabalho daqui para frente. Começamos a fazer reformas em algumas escolas, o estudo do Plano Plurianual e algumas capacitações.

Folha – Qual o momento mais difícil até agora?
Laura –
O momento mais difícil foram os três primeiros meses. Estávamos pisando em um campo minado. Não sabíamos o que tinha, o que encontraríamos. Tinha os sete meses de greve, os quatro meses sem salários. Precisamos de muito trabalho e conseguimos planejar nesses três meses. Precisávamos acabar com o ano letivo (de 2016) e trabalhamos muito para conseguir isso.

Folha – O calendário está apertado. Se houver novas paralisações pode haver problemas?
Laura –
Se acontecer mais paralisações, o ano letivo não termina em 2017.

Folha – Durante todo esse período, houve alguns boatos de que você entregaria o cargo. Pensou mesmo em sair?
Laura –
Tem muito boato. Devem ter falado isso porque pedi férias de um mês. Vou ficar ausente em agosto. Volto no fim do mês. Mas em alguns momentos, de crise mais acirrada, cheguei a pensar em entregar o cargo, sim. Não só eu, mas toda a minha equipe, tamanhos os problemas e dificuldades encontradas. Mas a equipe inteira conseguiu ultrapassar esse momento.

Folha – Como avalia sua relação com o Sepe?
Laura –
Nossa relação é muito boa. Existe respeito. Eles foram atendidos como nunca tinham sido. Às vezes, até sem agendar. Inclusive, eu os convidei a vagas reais dos concursados, o que ninguém fez. Entendo a posição deles, mas peço a compreensão porque é difícil. Não tenho varinha de condão para acabar com um caos de quatro anos em seis meses.

Folha – Acha que seu prestígio serviu de ‘escudo’ para o governo nas negociações com o sindicato?
Laura –
Sou uma pessoa respeitada pelo trabalho que desenvolvi desde o começo da minha carreira. Sou coerente e isso ajuda sim. Tive alunos que hoje são meus colegas. Com mais de 30 anos de magistério, sei fazer meu nome e isso é gratificante.

Folha – Quais os planos para o segundo semestre?
Laura –
Vamos ampliar as parcerias para fazermos mais capacitações. Começamos a fazer essas capacitações e várias reuniões com diretores, secretários escolares, supervisores, orientadores e professores. Essas reuniões são periódicas, é a maneira de trabalhar da secretaria