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Arraial

Saúde de Arraial começa recadastramento de pacientes no próximo dia 1º

Mesmo com 29 mil habitantes, secretaria tem mais de 72 mil fichas médicas

26 maio 2017 - 09h01Por Rodrigo Branco I Foto: Divulgação PMAC
Saúde de Arraial começa recadastramento de pacientes no próximo dia 1º

Prestes a completar cinco meses de gestão, a secretaria municipal de Saúde de Arraial do Cabo ainda luta para botar a casa em ordem. O secretário Antônio Carlos Oliveira confirmou nesta quinta-feira (25) para a Folha que a partir da próxima quinta-feira, 1º de junho, começará a ser feito um recadastramento dos moradores que usam a rede municipal.

Segundo levantamento feito pela pasta, existem hoje cerca de 72 mil prontuários, enquanto pelos dados de 2016 do IBGE, o município tem somente 29.077 habitantes. A ideia é restringir o atendimento ambulatorial e as cirurgias eletivas aos cabistas, embora o atendimento de emergência, por lei, tenha que continuar sendo feito a todos os pacientes, independentemente da sua origem.

– Na alta temporada, colocamos tendas nas praias e atendemos 1.200 pessoas. No hospital, foram 8.600. Quando terminou, pensamos que cairia pelo menos 30%, mas aumentou. Colocamos todas as especialidades, retomamos as cirurgias eletivas, mas vamos ter que restringir o ambulatório ao nosso munícipe, senão vamos ter que fechar – admite Kafuru, como o secretário é conhecido na cidade.

O recadastramento será feito inicialmente nos oito postos de saúde, uma vez que 86% da população são cobertos pela Atenção Básica. O morador terá que preencher um formulário e comprovar que mora efetivamente na cidade. Caso seja necessário, a secretaria pretende lançar mão dos 77 agentes comunitários do município.

A iniciativa também é uma forma de reduzir gastos com a pasta, sobretudo após o anúncio do pacote de medidas de austeridade pelo prefeito Renatinho Vianna (PRB). Assim como nas demais áreas, o secretário foi obrigado a cortar pessoal. Ele criticou as situações financeira e estrutural herdadas do governo anterior, uma vez que, apenas em dívidas, foram deixados R$ 5 milhões em restos a pagar.

Segundo Kafuru, por conta da falta de dados sobre os programas desenvolvidos pela secretaria, o município recebe do Ministério da Saúde os mesmos R$ 180 mil mensais que recebe desde 1998, quando tinha acabado de passar para gestão plena do SUS. Apesar disso, o secretário prefere falar dos avanços da gestão.

– A nossa folha estourou e muito. Estamos tentando administrar com muito cuidado. Estamos priorizando Arraial do Cabo e sua população. Recebemos um quadro financeiro muito triste em todos os segmentos, inclusive na Saúde, mas não gosto de ficar olhando no retrovisor. Estamos trabalhando com muito empenho para reverter isso – finaliza o secretário.