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Hospital

Santo de casa faz milagre

Cabo Frio abriga grandes autoridades nacionais no campo de fluxo coronariano

04 agosto 2015 - 09h41
Santo de casa faz milagre

Fernanda Carriço

 

O que muita gente não sabe é que vêm de Cabo Frio as maio­res autoridades em Fluxo Coro­nariano do Brasil – que é o fluxo de sangue que passa por dentro das artérias coronárias, que por sua vez são responsáveis por le­var o sangue até o coração. Para se ter uma ideia, nos últimos anos foram muitos prêmios, com destaque para três: melhor trabalho apresentado (tema li­vre) no Congresso da Socieda­de Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista em 2005; melhor tema livre do Congresso da Sociedade Brasi­leira de Cirurgia Cardiovascu­lar em 2006 e melhor tema li­vre do Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia em 2007, esta última em São Paulo, numa cerimônia para mais de 2.000 médicos representando as maiores sociedades médicas do país e do exterior. Estamos falando da Cardiologia da Clí­nica Santa Helena, que venceu a disputa contra estudos realiza­dos nas maiores instituições do país como USP, Beneficência Portuguesa (SP) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul, entre outros.

Inaugurada em 1968, foi em 1996 que a Clínica começou os serviços de Alta Complexidade em Cardiologia e Cirurgia Car­diovascular e no ano seguin­te que veio o credenciamento do Sistema Único de Saúde, o SUS. Desde então, em 19 anos de funcionamento do serviço de cardiologia, muitas vidas foram salvas e os números impressio­nam. Foram 35 mil Cateterismos cardíacos; 7 mil angioplastias com stents; 2 mil implantes de marcapasso; 2500 cirurgias car­díacas, dentre outros procedi­mentos não menos importantes e vitais para a vida humana.

– Somos convidados para palestrar,  dar cursos dentro e fora do país. Fiz meu doutorado em Cardiologia na USP e todo o es­tudo foi feito aqui na vivência da cardiologia da clínica e o mes­mo foi publicado no American Journal Of Cardiologia (uma das mais importantes publicações da medicina do mundo) em 2007 – explica o doutor Fernando Sant’Anna, Diretor do Serviço de Cardiologia/Radiologia In­tervencionista da Clínica Santa Helena.

Atualmente a equipe de car­diologia se divide em três cate­gorias. A da cirurgia Cardiovas­cular, comandada pelo doutor Carlos Alberto Barrozo, a área de Cirurgia Vascular e Endovas­cular, que tem o doutor Rogério Garcia de Freitas à frente e a de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, comandada pelo médico Fernando Sant’An­na. Cerca de 95% do movimento da Clínica, segundo a direção, provém do SUS e 14 municí­pios são atendidos, dentre eles cidades da Região dos Lagos e outras do Estado, como Itaboraí, Rio Bonito, Silva Jardim e oca­sionalmente São Gonçalo. São sete leitos de UTI com projeção para aumentar para 10.

– A Clinerp terceirizou o restante das operações, mas a Clínica Santa Helena continua existindo. Entramos com uma recuperação judicial, parcela­mos dívidas com tributos para quitarmos tudo e estamos lutan­do para resolver – explica Fer­nando Sant’Anna.

 

Vocação de salvar vidas

 

Filho de engenheiros, o des­tino do então menino Fernan­do, foi traçado por ele aos cinco anos de idade. “Quero ser mé­dico” era a frase que dizia aos pais. Dito e feito! Formado pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), com residência no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia (que junto com o InCor- USP são as maiores insti­tuições de cardiologia do Brasil) e com doutorado na Universida­de de São Paulo (USP), o doutor Fernando Sant’Anna se destaca por todo conhecimento adquiri­do ao longo dessas mais de três décadas dedicadas à medicina. E, claro, por tanto amor e dedi­cação à mesma.

Além do trabalho desenvol­vido na Clínica Santa Helena, o médico dá aulas e palestras no país afora (é convidado para praticamente todos os congres­sos brasileiros de Cardiologia e de Hemodinâmica e Cardiolo­gia Intervencionista) e também no exterior. Desenvolve um tra­balho silencioso e de extrema importância na UPA de Cabo Frio, onde diariamente avalia pacientes com quadros de an­gina e ou infarto e cuida para que haja rapidez na realização de procedimentos dos mesmos. Ainda assim, o médico arruma tempo para fazer caridade em uma obra social da cidade.

– Eu acredito que a gente vem na vida com missões e para que a gente evolua, tem que ajudar ao próximo e na medicina en­contrei a oportunidade perfeita para fazer isso – finaliza doutor Fernando, com um sorriso de satisfação de quem cumpre com o que sempre sonhou: salvar vi­das e ajudar as que precisam.