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eleições

‘Santinhos' sujam as ruas, contrariam eleitores, mas também salvam os indecisos

Os que deixaram a decisão para a última hora puderam ‘pescar’ os candidatos nas montanhas de lixo 

05 outubro 2014 - 13h36Por Rosana Rodrigues e Rodrigo Branco|Fotos: Johnny Costa
‘Santinhos' sujam as ruas, contrariam eleitores, mas também salvam os indecisos

Apesar do sol e o tempo claro, o domingo (5) amanheceu diferente para muitos pedestres do Centro de Cabo Frio. Milhares de ´santinhos´ lançados próximos aos locais de votação compuseram verdadeiros tapetes ao longo de ruas e calçadas. Na esquina das Ruas Nilo Peçanha e Rui Barbosa, alguns moradores se mostraram indignados com a sujeira promovida por alguns candidatos e já no início da manhã o trabalho dos garis no Centro era intenso.

Como acontecem em todos os dias vésperas de eleições, as propagandas podem ter sido arremessadas pela cidade no fim da noite de sábado (4) e durante a madrugada de domingo (5).  A atitude funciona como se esta fosse a última tentativa de “lembrar” o eleitor dos números de seus candidatos.

- Isso não adianta nada, pelo menos para mim. Ainda acho uma falta de respeito. O meu voto está aqui dentro da minha bolsa. Já tenho os candidatos definidos, então, acho desnecessário jogar esses papéis na rua. Isso é uma falta de respeito com a população. Deveriam ser punidos – disse indignada a aposentada Cleude Antunes, de 67 anos, que mora na Rua Jorge Lóssio.

No entanto, o lixo salvou muitos indecisos a poucas horas do início da votação. Alguns pedestres reviravam a montanha de papéis em busca de algum ‘santinho’ para se tornar a ‘cola’ na hora da votação.

Graça Prado, 62, que se encaminhava para votar pela Avenida Nilo Peçanha não viu problemas no mar de santinhos no asfalto, que era varrido por funcionárias da Comsercaf.
– Em tempo de política, acho que vale a pena. É um direito que o candidato em, pois ajuda o eleitor a decidir. É sempre possível mudar o voto de última hora - argumentou ela, que admitiu que poderia escolher algum candidato por meio dos papéis jogados durante a madrugada.
A poucos metros dali, a varredora Maria Rodrigues da Silva, 43, discordava.
– É um absurdo. Sempre trabalho em eleição e é sempre a mesma coisa. Se deixasse a rua limpa seria melhor. Não pego papel do chão para decidir candidato de jeito nenhum – rechaçou irritada com o trabalho-extra.

Os pontos mais críticos foram: Rua Ézio Cardoso da Fonseca, Jardim Esperança; Avenida Wilson Mendes, na entrada do bairro Jacaré; Rua Domingos Póvoa, Gamboa; Avenida assunção, na altura da prefeitura