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Salários

Salários em dia, mas às duras penas

Com a crise financeira, municípios sofrem para pagar folha

10 maio 2017 - 07h58Por Texto: Rodrigo Branco | Foto: Arquivo Folha
Salários em dia, mas às duras penas

 Conforme mostrou a Folha na edição de ontem, a falta de recursos e a queda na arrecadação têm sido o principal obstáculo para os muni­cípios deixarem a folha salarial em dia. A situação é comprovada por um levantamento publicado pelo portal G1 e exibido no telejornal Bom Dia Rio de ontem. Das 92 cidades flu­minenses, 18 enfrentam problemas para honrar os compromissos. Na região, Araruama e Cabo Frio fa­zem parte da lista. No caso desse último, os atrasos atingem algumas categorias, mas apenas referentes às parcelas de um acordo sobre salá­rios não pagos pela gestão anterior.

No entanto, mesmo para os mu­nicípios que estão em dia, as difi­culdades são muitas para que o mês ‘tenha 30 dias’. No caso de Arraial do Cabo, por exemplo, a Prefeitu­ra está quite tanto com o pessoal da ativa como com os aposentados. Mas não sem sacrifícios. Segundo o secretário de Fazenda, Sérgio Fer­nandes, foi necessário cortar des­pesas e funcionários. As medidas de austeridade chegaram até a uma tradição da cidade. As festividades pelo 32º aniversário de emancipa­ção da cidade foram canceladas por causa da crise.

Em São Pedro da Aldeia, os com­promissos com o funcionalismo também estão em dia, mas isso exi­giu esforço da Prefeitura. O prefeito Cláudio Chumbinho (PMDB) teve que parcelar dívidas antigas e pro­mover uma reforma administrativa na máquina pública.

Búzios tenta reagir com investimentos

Entretanto, nem tudo é crise. Bú­zios se ressente dela, que é nacio­nal. Mas o governo municipal, para manter o salário em dia, vem bus­cando outros recursos para a exe­cução das obras na cidade, como os provenientes das emendas par­lamentares. Não faz muito tempo, o prefeito André Granado (PMDB) anunciou investimentos de cerca de R$ 26 milhões até o fim do ano. Até dezembro serão pelo menos 35 ações, como reformas, novas cons­truções, ampliações, drenagens e até a instalação de abrigos e postes. Só na Avenida José Bento Ribeiro Dan­tas, no trecho da Barbuda à Tartaru­ga (cerca de 1km), serão investidos R$4,9 milhões.

Bem-humorado com os inúme­ros investimentos previstos para este ano, o prefeito André Grana­do disse que este trecho da avenida José Bento Ribeiro Dantas receberá calçadas, ciclovia, drenagem mo­derna, rede separadora de esgoto, iluminação de led e outras ações de reurbanização e modernização. O investimento tem contrapartida de R$800 mil da prefeitura. O restan­te é fruto de emendas parlamenta­res: R$ 2 milhões por iniciativa do deputado Simão Sessim (PP) e os outros R$2 milhões do então depu­tado Marquinho Mendes (PMDB). A previsão de conclusão de toda a obra, segundo André Granado, é 12 meses. Melhor ainda, segundo o prefeito buziano, é que, depois de nove meses em análise na Caixa Econômica Federal, o projeto ob­teve autorização e, agora, encontra-se no Ministério das Cidades para a liberação das obras, o que deverá acontecer nos próximos 30 dias.