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Pagamento

Salário de comissionados e terceirizados de Cabo Frio sai só no quinto dia útil

Pagamentos estão atrasados há três meses

02 outubro 2015 - 09h53

NICIA CARVALHO

“Não temos salário, trabalho, nem material para trabalhar, como saco de lixo. Falta tudo. Mês passado pegamos vale por­que estamos sem gás, sem comi­da e aluguel atrasado. A dona da casa que pegar o imóvel, mas ela está com pena porque para onde eu vou com quatro crianças? Não sei o que fazer. E o super­visor ainda falou: ou aguarda até o final ou pede demissão. Como vou fazer isso e perder dois anos e três meses de trabalho?”.

O depoimento de Tamires da Silva, de 28 anos, moradora do Peró e contratada para varrição, reflete a situação da Prefeitura de Cabo Frio, que está há três meses sem pagar o salário de comissionados e de terceiriza­dos. Para completar, a partir de agora os servidores, que também estavam com os vencimentos em atraso, recebem oficialmen­te apenas “no quinto dia útil, conforme determina a lei”. A informação foi postada no fim da manhã de ontem na página da Prefeitura no Facebook.

Os pagamentos costumavam ser creditados na conta no dia 30 em função de compromis­so assumido pelo prefeito Alair Corrêa (PP). O calendário municipal, inclusive, já sofreu várias alterações desde 2013. A nota diz ainda que, “em seguida, serão efetuados os pagamentos dos con­tratados. E, por fim, a Prefeitura paga a folha dos comissionados”.

– Independentemente da lei, gera instabilidade na vida dos trabalhadores. Sem contar os terceirizados, que ganham mui­to pouco, e pelo calendário vão receber quase no meio do mês. Tudo não passa de ódio do pre­feito ao plano de cargos e salá­rios. Ele se vinga nos trabalha­dores. Tem dinheiro para shows, mas só paga na data limite? – disparou Olney Viana, presiden­te do Sindicato dos Servidores Municipais de Cabo Frio (Sin­dicaf).

           

Lanche do Operário é fechado

Amanheceu fechado ontem o Lanche do Operário, localizado na Avenida Wilson Mendes, no Jacaré, e que enfrenta investiga­ção no Ministério Público sobre denúncias de irregularidades no processo licitatório. Segundo o secretário de Comunicação Ed­son Ferreira, o Edinho Ferrô, o programa social, que serve café da manhã para os trabalhadores, foi fechado temporariamente.

De acordo com ele, a medida, que faz parte do quarto pacote de ações para tentar contornar a falta de receita, foi adotada como forma de evitar que o Car­tão Dignidade, que seria suspen­so, continuasse ativo.

– Além da queda dos royal­ties tivemos declínio de outras receitas. Então tivemos que fazer cortes, pois precisamos enxugar de R$ 10 a R$ 12 milhões nos gastos municipais – explicou.

Na Educação, o cenário não é diferente e somente nos últimos dois anos os servidores realiza­ram vários protestos principal­mente sobre reajuste salarial. Desta vez, a queda na arreca­dação fez com que a direção de uma escola que não teve o nome divulgado, pedisse a pais e alu­nos que levassem lanche de casa.

– E o programa federal que manda verba exclusiva para ali­mentação das crianças? Para onde está indo? Essa circular foi para todas as turmas de uma escola da Rede, mas como sa­bemos o governo que temos, o nome da escola foi preservado – afirmou Denise Teixeira, dire­tora de imprensa do Sindicato da Educação (Sepe Lagos).

A secretaria de Educação, por sua vez, informou que “todas as escolas estão com a compra de gêneros alimentícios

para pre­paro do almoço e jantar rigoro­samente em dia e que não existe qualquer orientação para pedir contribuição das famílias.”

 

*Leia a matéria completa na edição impressa desta sexta-feira (2)