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sacolas plásticas

Sacolas descartáveis estão proibidas nos supermercados a partir desta quarta (26)

Estabelecimentos ​deverão oferecer aos consumidores embalagens retornáveis ou biodegradáveis

25 junho 2019 - 13h20Por Texto e fotos: Rodrigo Branco
Sacolas descartáveis estão proibidas nos supermercados a partir desta quarta (26)

Agora é para valer. A partir desta quarta-feira (26), supermercados e estabelecimentos de grande porte estão proibidos de distribuir sacolas plásticas descartáveis para os consumidores. As lojas deverão oferecer aos clientes opções de embalagem retornáveis ou feitas de material biodegradável, isto é, que se decompõe com mais facilidade na natureza, reduzindo o impacto ambiental. 

A restrição acontece por força da lei Nº 8.006/18, do deputado estadual Carlos Minc (PSB). Os estabelecimentos maiores tiveram 12 meses para se adequarem à medida, enquanto para as microempresas e comércios de menor porte, o prazo vai até o próximo dia 26 de dezembro. 

De uma forma ou de outra, a legislação vai levar a uma mudança de comportamento por parte dos consumidores, o que obrigou os supermercados a tomar uma série de medidas ao longo dos últimos meses para divulgar o assunto. A gestora de Recursos Humanos do Mercado Tropical, Jaqueline Serpa, afirma que a empresa usou de todos os meios, inclusive o marketing digital, para informar aos clientes. 

Jaqueline disse ainda que a mudança foi veiculada nas mídias sociais do supermercado e por meio de avisos afixados nas lojas de Cabo Frio e de São Pedro da Aldeia. Funcionários das filiais, em especial os operadores de caixa, também tiveram treinamento sobre a nova lei. A gestora afirma que a loja está pronta para a novidade.

Lei prevê que sejam oferecidos dois tipos de sacolas reutilizáveis

Lei prevê que sejam oferecidos dois tipos de sacolas reutilizáveis 

– A gente já vem fazendo esse planejamento desde que a lei foi sancionada. Com isso, estamos preparados. Já temos sacolas biodegradáveis na loja, que serão vendidas a preço de custo (R$ 0,10), conforme a lei fala. Também encomendamos as sacolas retornáveis. Vamos oferecer ainda caixas de papelão para quem preferir. Infelizmente, muitos não entendem, mas acredito que vai acontecer aos pouquinhos. A gente vai ter que se reeducar, fazer todo um trabalho cultural. Não é para o mercado, é para todos – argumenta.

Apesar dos esforços, nem todos estavam cientes da proibição, caso da técnica em Enfermagem Jaqueline Xavier, 35. Acostumada a dar outras finalidades para a sacolinha, ela ainda não tinha pensado em como substituí-la na hora das compras.

– Vai ser muito complicado porque eu não vivo sem sacolinha. Sabe como é dona de casa? Tem que ter uma sacolinha para ser utilizada em outras coisas. Realmente, pra mim vai ser difícil, mas vou ter que me adaptar – conforma-se.

Mais prevenida, a aposentada Maura de Jesus, 71, não apenas disse que vai tirar de letra a restrição, como manifestou apoio à causa que deu origem à lei.

– Tem que se atualizar. Vou me adaptar muito bem. Porque precisa né, meu filho. Estão acabando com a natureza, com o mar. A gente precisa de vida – comentou.

Alexandre Dias, 33, empacotava os produtos que tinha acabado de comprar nas embalagens descartáveis que estão com as horas contadas, mas tentou se justificar.

– Na verdade, a mudança [de hábito] já existe. Eu não uso sacola plástica. Hoje, por acaso, eu esqueci a retornável em casa. Então tenho que usar essas mesmo. Mas o planeta agradece essa mudança – disse.

Como são as novas sacolas

As sacolas e/ou sacos plásticos reutilizáveis/retornáveis de produtos de fontes de energia, deverão ter resistência de no mínimo 4 (quatro), 7 (sete) ou 10 (dez) quilos e ser confeccionadas com mais de 51% (cinquenta e um por cento) de material proveniente de fontes renováveis, obrigatoriamente, nas cores verde – para resíduos recicláveis – e cinza – para outros rejeitos, de forma a auxiliar o consumidor na separação dos resíduos e facilitar a identificação para as respectivas coletas de lixo.