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Rua dos Biquínis esquenta o inverno

Shopping cria alternativas inovadoras para fisgar consumidores na baixa temporada

13 maio 2015 - 09h00Por Rosana Rodrigues
Rua dos Biquínis esquenta o inverno

Um dos pontos turísticos mais conhecidos de Cabo Frio, a Rua dos Biquínis, na Gamboa, tenta aquecer o inverno na baixa temporada com estratégia de marketing, planejamento e otimismo. E os lojistas usam a criatividade para fazer a diferença no caixa, atrair os consumidores e enfrentar os meses mais difíceis do ano. A sazonalidade requer, no mundo dos negócios, um empresário inovador para transpor a crise e manter a estrutura de seus empreendimentos mesmo quando o sol não abre aquele sorriso para os comerciantes. O local mantém cerca de 200 lojas e emprega aproximadamente três mil funcionários.

Segundo a diretora da Associação Comercial e Industrial da Rua dos Biquínis (Acirb) Ielra Victer, dona das lojas Enseada, a Rua dos Biquínis atrai visitantes o ano inteiro. No entanto, nos meses de baixa temporada, as vendas caem em torno de 70% no período. A ideia, diz a diretora, é investir em promoção, liquidação, e até mesmo em vendas coletivas com desconto de até 50%.

– Se o tempo estiver bom, as pessoas compram biquínis. Se chover, as pessoas vêm passear e também compram algumas peças. No inverno, já trabalhamos a coleção do verão 2016 e fazemos promoção das peças da estação deste ano com descontos de até 50%. A loja já tem 70% da coleção da estação no ano que vem. Estamos preparando o espaço para receber os visitantes do feriado de Corpus Christi, quando é esperado um maior número de visitantes. Temos que fisgar o cliente de qualquer jeito. Assim a loja fica mais atraente e seduz com mais facilidade o consumidor – assinala a diretora, que é proprietária de quatro lojas com cerca de 40 funcionários na baixa temporada, capazes de comercializar aproximadamente mil peças durante o verão.

Já o dono da loja AB, de moda praia, Armando Braga, prefere ir ao encontro dos clientes em vez de ficar esperando eles irem a sua loja. Para isso, o comerciante ‘exporta’ seus produtos para várias lojas do Brasil, incluindo os estados de Minas Gerais e do longínquo Rondônia. O mercado alternativo alcançado na baixa temporada serve para manter os cerca de 200 funcionários de suas nove lojas, além de uma fábrica.

– Estou otimista com o novo ministro do Planejamento que aumentou a confiança no mercado econômico. Mantenho o mesmo pessoal há cerca de cinco anos, os mesmos preços e clientes de fora também. Busco mercados alternativos e tenho metas a cumprir fora. Ou seja, faço meu dever de casa porque várias famílias dependem do meu negócio e não posso brincar com vidas – comenta o comerciante.

A dona da loja Kaias Active Wear, de roupas de ginástica, Carla Belídio, investe em mídias sociais e consegue vender também pelo aplicativo WhatsApp. Apesar de já ter em sua loja todas as peças que irão compor a moda fitness do ano que vem, a comerciante opta ainda pelas mídias sociais para expor seus produtos:

– A cidade não tem turistas nesta época e o perfil do consumidor é de baixa qualidade. Não faço promoção coletiva e as peças de promoção ficam expostas em uma arara destacada. O nosso lançamento de verão já está nas vitrines desde os feriados de abril. Com venda efetivada pelas redes sociais, ainda envio pelos Correios – disse Carla.